30 de dezembro de 2009

Nossa identidade está sendo surrupiada...

A bandeira brasileira não mais reinará sozinha e soberana sobre todo o territorio nacional

Por Armindo Abreu (*)


Dentro em breve, os brasileiros também deverão prestar homenagem, continência e lealdade ao pavilhão do Mercosul!

Na calada da noite, os socialistas internacionalistas que nos governam com o manso apoio de um congresso venal e que não mais representa os anseios do povo, acabam de dar mais um passo à frente no desmanche do estado-nacional brasileiro.

Através da LEI Nº 12.157, de 23 de dezembro de 2009, fica modificada a LEI Nº 5.700, de 1 de setembro de 1971, que dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais, e dá outras providências.

Nessa nova forma, pelo artigo 13 da LEI 5700, agora modificado, fica estatuído que devem ser hasteadas, diariamente, a bandeira nacional e a bandeira do mercosul.

Considerando que o novo passaporte brasileiro, já em vigor, ostenta em destaque a designação “Mercosul” no topo da capa, acima das Armas da República e do nome do nosso país, depreende-se que a nacionalidade ímpar e o estado-nacional brasileiros estejam em acelerado processo de desmanche, outorgando-nos uma nova qualificação como cidadãos (exatamente como lhes havia advertido no livro “o poder secreto!”).

Seguem, abaixo, excertos desses dois diplomas legais, para a prezada verificação do leitor:

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

Mensagem de veto Altera o art. 13 da Lei no 5.700, de 1o de setembro de 1971.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O caput do art. 13 da Lei no 5.700, de 1o de setembro de 1971, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 13. Hasteia-se diariamente a Bandeira Nacional e a do Mercosul:
..........................................................................” (NR)

Art. 2o (VETADO)
Brasília, 23 de dezembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro

Lei nº 5.700, de 1 de setembro de 1971
Dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
Disposição Preliminar
Art. 1º São Símbolos Nacionais, e inalteráveis:
I - A Bandeira Nacional;
II - O Hino Nacional.
Parágrafo único. São também Símbolos Nacionais, na forma da lei que os instituiu:
I - As Armas Nacionais;
II - O Sêlo Nacional.

X...
Art. 13. Hasteia-se diàriamente a Bandeira Nacional ( AGORA, TAMBÉM, A DO MERCOSUL. N.A.):
I - No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República;
II - Nos edifícios-sede dos Ministérios;
III - Nas Casas do Congresso Nacional;
IV - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos Tribunais Federais de Recursos;
V - Nos edifícios-sede dos podêres executivo, legislativo e judiciário dos Estados, Territórios e Distrito Federal;
VI - Nas Prefeituras e Câmaras Municipais;
VII - Nas repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa de fronteira;
VIII - Nas Missões Diplomáticas, Delegações junto a Organismo Internacionais e Repartições Consulares de carreira respeitados os usos locais dos países em que tiverem sede.
IX - Nas unidades da Marinha Mercante, de acôrdo com as Leis e Regulamentos da navegação, polícia naval e praxes internacionais.


(*) Fonte: http://armindoabreu.blogspot.com/2009/12/bandeira-brasileira-nao-mais-reinara.html


Meus caros
Será que não tem limites para tentar acabar com a identidade do nosso Brasil? Aonde esse presidente quer chegar? Onde estão nossas Forças Armadas para defender nossa Constituição, já que os demais poderes são meros marionetes financiadas por quem não sabe de nada.
O Brasil é do povo, não é de um cara que detém um nivel de popularidade conseguido com benesses assistencialistas, principalmente para quem não precisa.
Que vergonha, ver a destruição de uma Nação e me sentir impotente porque a maioria da população quer que assim seja.
Lamentável...

20 de dezembro de 2009

Feliz Natal a todos...

Encontrei, gostei e resolvi compartilhar com todos, como mensagem de Natal.
Belíssima interpretação do Roupa Nova para a versão da musica do Michael Jackson.
Montagem do vídeo da Juliana V Galvão (clique no título).



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"Se Lula existe, tudo é permitido"




Por Ipojuca Pontes (*)


"... um espectro se abate sobre a Era Vertiginosa - o espectro de Lula, um tipo que engana bem o país (e o mundo, segundo dizem), mas cuja disposição de idéias e comportamento, se analisada pelo viés da psicologia, nos remete à imagem do criminoso reincidente. Basta examinar: seus truques, arroubos e impulsos incontroláveis, o uso do deboche e do palavrão como arma de represália, a sistemática adoção da mentira enquanto norma de conduta, o fato de aceitar com naturalidade atos desonestos e justificá-los, mais que isto, a ordenação de valores no qual o crime parece fazer sentido, etc."

No romance “Os Irmãos Karamazov”, de Fiódor Dostoievski, o personagem Ivan, o mais velho dos irmãos, durante extensa conversa com o diabo em pessoa, ao ser tomado por incontrolável impulso de euforia, observa: “Se Deus não existe, tudo é permitido!”.

Alguns analistas da mais importante obra do escritor russo sugerem que Ivan, intelectual ateu sobrevivendo no epicentro de uma crise familiar (dentro de um país que se desintegrava), pretende justificar, com a frase niilista, o assassinato do pai, o devasso Pávlovich, do qual, julga-se, é o mentor intelectual.

Dostoievski escreveu “Os Irmãos Karamazov”, seu último romance, entre 1877/1880, quando a infeliz Rússia, movida pelo conflito entre a fé cristã e a razão iluminista, dava os primeiros passos rumo ao regime de terror revolucionário que seria instalado por Lenin et caterva em outubro de 1917.

Pois bem: associando a calamitosa situação do Brasil de 2009 à da Rússia pré-revolucionária do fim do século 19, que levou o mundo ao pesadelo do comunismo, entendo que a tarefa de quem escreve e fala é a de responsabilizar o atual presidente da República pelo caos moral, político e social que corrói os alicerces da nação, principiando por parafrasear o personagem do mestre russo: “Se Lula existe, tudo é permitido!”.

E não o digo só por mim: outro dia, numa feira pública de Copacabana, um delinqüente embriagado, cheio de si, arrancou a bolsa de uma idosa. Ao ser admoestado por um feirante, o marginal saiu-se com resposta modelar:

- “E daí?... Se Lula pode e faz pior, por que é que eu não posso?”

Com efeito, basta o sujeito andar pelas ruas ou ler o noticiário dos jornais para pressentir que, sob a tutela de Lula e sua exemplar corriola socialista o Brasil tornou-se o tablado diário do mais sórdido vale-tudo moral jamais travado nos seus cinco séculos de existência, onde pontificam roubos oficiais, fraudes ministeriais, desvio de verbas públicas, mentiras institucionais, chantagens e manipulações governamentais, crimes hediondos cometidos por autoridades que deveriam combatê-los, leis permissivas criadas para achacar o cidadão, prevaricação, concussão, etc. - tudo a formar um monstruoso leque de iniqüidades que a população, tal qual uma manada ao entrar no matadouro, a tudo assiste entre humilhada e impotente.

Sim, é fato, o Brasil “moderno” já viu de tudo: desde o massacre dos fanáticos de Canudos pela Quarta Expedição do General Artur Oscar, passando pelos incríveis golpes do ladrão Meneghetti na São Paulo dos anos 20 e a Revolta da Armada, promovida pela Marinha, que bombardeou o Rio de Janeiro contra as manobras continuístas do Marechal Floriano; desde a incrível (e covarde) Intentona Vermelha de 1935 financiada por Moscou até o crime da Fera da Penha, que nos anos 1960 seqüestrou e tocou fogo numa menina de 4 anos, passando pela a ação criminosa de Virgulino Lampião, que tinha como prazer sádico o ato de capar velhos que se cassassem com adolescentes, fazendo-os engolir depois pênis e testículos para - segundo ele - “dar o ensino”; desde o brutal “justiçamento” da adolescente Elza Fernandes, a “Garota”, que foi estrangulada por um fio de varal e quebrada em duas partes, em 1936, por ordens do indigitado Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança Malograda, passando pelas tragédias, artimanhas e fraudes políticas vividas por Vargas, Juscelino, Jânio, Jango, Geisel, Sarney, Collor e FHC até os atos canibalescos do famigerado Febrônio, tarado que violentava crianças e depois comia-lhes fígado e intestinos, aterrorizando o imaginário da população do eixo Rio-São Paulo nos anos 1930 – nada ou muito pouco escapou a nossa reconhecida capacidade de cultivar a barbárie.

No entanto, a bem da verdade, convém assinalar sem maior espanto: perto do que ocorre em matéria de crime público e privado (sem punição, acrescente-se) na Era Lula, o incalculável acervo de monstruosidades acumulado no histórico da nação não passa de mera “brincadeirinha de auditório”, do tipo criado pelo simplório Raul Gil nas tardes televisivas para diversão popular.

Por trás de tudo, claro, um espectro se abate sobre a Era Vertiginosa - o espectro de Lula, um tipo que engana bem o país (e o mundo, segundo dizem), mas cuja disposição de idéias e comportamento, se analisada pelo viés da psicologia, nos remete à imagem do criminoso reincidente. Basta examinar: seus truques, arroubos e impulsos incontroláveis, o uso do deboche e do palavrão como arma de represália, a sistemática adoção da mentira enquanto norma de conduta, o fato de aceitar com naturalidade atos desonestos e justificá-los, mais que isto, a ordenação de valores no qual o crime parece fazer sentido, etc. - só consagram a avaliação acima exposta.

Neste sentido, é bom não esquecer que um dos primeiro gestos conscientes de Lula, ainda adolescente, segundo ele próprio, foi justamente o de tentar enganar a mãe: ao cabo do primeiro dia no emprego, para impressionar D. Lindu, sujou de graxa o macacão de trabalho. Pior: na troca da essência pela aparência, deu-se por feliz.

Sem dúvida, desta sombra aterradora emerge a tragédia nacional: vive-se hoje num país em que o crime, a violência e a corrupção institucional não intrigam mais ninguém, a começar pelos que nele mandam. De fato, não há mais coragem cívica entre nós, estamos todos “dominados” – como se diz pelas esquinas. Um ou outro “cientista político”, e os economistas de plantão, se reportam, em tom de quem pede antecipadas desculpas, à má qualidade da educação (“um desafio a ser vencido”) e assinalam a insuficiência da infraestrutura (“sem a qual não ingressaremos no clube fechado dos países desenvolvidos”). No geral, prevalece o puxa-saquismo alvissareiro bem-remunerado.

Na grande imprensa, por sua vez, comentaristas menos curvos ousam contestar a violência e a corrupção na política - e é só.

Na internet, espaço agora ameaçado pela censura oficial da Confecom (Foro de São Paulo), o ambiente ainda é de liberdade e em muitos sites o leitor encontra exames mais detidos na denúncia da raiz do mal. Mas onde vislumbrar a necessária ação política para se deter, ainda que a longo-prazo, o avanço do monstro?

No tocante ao Estado Forte preconizado por Lula, nítido executor das recomendações globalistas da ONU, a ordem e solapar a estrutura moral comprometida com os valores da antiga civilização ocidental, incensando-se a permissividade da droga, a fraude ambiental, o abuso das minorias sexuais e a impunidade do crime - organizada ou não.

Até quando, nem a banca internacional, nem a KGB e muito menos os atuais donos do poder no Brasil sabem.


(*) Fonte: http://www.wscom.com.br//colunistas/colunista_colunas.jsp?id=42

11 de outubro de 2009

Hoje, 11 de outubro, o mestre Cartola completaria 101 anos

Stefanie Gaspar
Publicado em 11/10/2009 02:15:00


No dia 11 de outubro de 1908, nascia o cantor e compositor Cartola, que hoje faria 101 anos. O mestre do samba de raiz, que começou trabalhando como pedreiro, começou cedo na música, tocando cavaquinho logo aos oito anos de idade. Mesmo só tendo lançado seu primeiro álbum oficial aos 66 anos, Cartola sempre esteve diretamente envolvido com a música e o samba, tendo participado da formação do Bloco dos Arenqueiros, em 1925, núcleo que mais tarde se transformaria na Mangueira.



Suas composições, como O Mundo É Um Moinho e As Rosas Não Falam, se transformaram em clássicos da música brasileira, e foi a partir de sua contribuição para o samba tradicional que a cena popular no Rio de Janeiro se desenvolveu, abrindo espaço para outros gêneros musicais.



E não foi só seu legado musical intrincado e diversificado que contribuiu para a formação musical do samba no Rio de Janeiro – o compositor sempre fez às vezes de anfitrião, promovendo encontros musicais e saraus em sua casa, com a presença de sambistas do morro e músicas da classe média se encontrando e trocando experiências. Foi no restaurante Zicartola, comandando por ele e sua mulher, D. Zica, que Paulinho da Viola, por exemplo, fez sua estreia como cantor.



Embora tenha sido muito elogiado por seu círculo de compositores, colegas e admiradores, Cartola só recebeu todos os créditos por sua contribuição à história da música brasileira após sua morte, aos 72 anos, de câncer. Nos anos seguintes, foram lançadas diversas homenagens a sua obra, com artistas de vários estilos musicais regravando suas principais composições. Hoje, o compositor ainda é a maior referência para quem quer conhecer a história do samba e compreender muitas das sonoridades presentes no samba contemporâneo.







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22 de maio de 2009

Conselhos de Dom Pedro II à princesa Isabel

Por Deonísio da Silva em 19/5/2009

"O sistema político do Brasil funda-se na opinião nacional, que, muitas vezes, não é manifestada pela opinião, que se apregoa como pública. Cumpre ao imperador estudar constantemente aquela para obedecer-lhe."

Assim, Dom Pedro II abre os Conselhos à Princesa Isabel de como melhor governar, escritos em 1871, às vésperas de ele viajar para a Europa e passar a regência à filha. O manuscrito, guardado no Arquivo Grão Pará, em Petrópolis (RJ), tivera uma edição em 1956. Com prefácio de Ruy Vieira da Cunha, as Edições GRD – iniciais de Gumercindo Rocha Dórea, o editor que lançou os primeiros livros de Rubem Fonseca – colocaram nas livrarias, em 1985, sua edição fac-similar. Assim, o leitor degusta até a caligrafia do imperador e as vacilações que teve para escolher esta ou aquela palavra, pois foram mantidos os borrões e os rabiscos.
A releitura deste belo opúsculo pode ajudar muito a entender certo divórcio entre a opinião quase consensual que a grande mídia tem do governo Lula, igualmente tida como pública, e a opinião nacional, isto é, o que o Brasil acha de Lula. Sua eleição e reeleição já o tinham aprovado nas urnas, mas os indicadores de sua avassaladora popularidade medem tal aprovação a partir de outros mirantes.
Parodiando Dom Pedro II, a quem o governo deve prestar atenção? À opinião nacional ou à opinião pública, que pode não estar em sintonia com a da grande mídia? Pois parece óbvio que já há algum tempo a opinião pública não vem sendo adequadamente espelhada pela grande mídia nem ela tem sido capaz de aumentar sua quota de influência na formação da opinião nacional, que dá conta de um consenso do povo sobre aqueles que o governam.
Cláusulas pétreas
A internet trouxe o fenômeno dos sítios e blogues e de numerosos outros recursos que contrariam a grande mídia, sem medo e com muito mais eficiência, como se comprova pelo papel decisivo que tiveram na recente eleição de Barack Obama.
Textos como o de Dom Pedro II contribuem para fixar um norte nos debates. Do contrário, até figuras sensatas como Cristovam Buarque (PDT-DF) correm o risco do deslize, de que é exemplo o disparate proferido pelo senador, no dia 6 de abril passado:
"Deixo o povo comentar quem é a favor ou contra um plebiscito e se deve ou não fechar o Congresso. Até porque as razões para fechar não são apenas as dos escândalos. São as razões da inoperância e são as razões do fato de que estamos hoje em uma situação de total disfunção, diante do poder, de um lado, das medidas provisórias do Executivo e, de outro, das medidas judiciais do Judiciário. Somos quase que irrelevantes".
É verdade que, questionado a seguir, emendou: "Um Congresso ruim aberto é melhor que um Congresso fechado". Mas o mal já estava feito. Quem propõe fechar parlamentos é ditador, que, aliás, não apenas propõe, fecha! Este foi o único atenuante de sua infeliz declaração: manter aberto ou fechado o Congresso seria uma decisão tomada em plebiscito.
Visto com mais rigor, o atenuante é quase um agravante, pois dá ao povo um poder que ele não tem. Em momentos de grande comoção nacional, o povo pode querer a pena de morte, a execução de índios, o linchamento para certos crimes e até as revogações de cláusulas pétreas e artigos protetores da liberdade, garantidos pela Constituição. Ora, o que vale, num Estado de Direito, é lei. Dura Lex, sed Lex. E ninguém pode estar acima dela.
Falas e atos
O manuscrito tem outras passagens memoráveis, como esta:
"O Conselho de Estado deve compor-se das pessoas de ambos os partidos constitucionais, isto é, que respeitem nosso sistema de governo, e que sejam honestos, e de maior capacidade intelectual e conhecimentos dos negócios públicos".
Parece muito bonito e talvez seja, mas "o nosso sistema de governo" considerava legal a escravidão. A Lei do Ventre Livre viria a 28 de setembro daquele ano de 1871. E a dos sexagenários somente em 1885, também no dia 28 de setembro.
Ainda hoje, nem as escolas nem a mídia informam por que razão há tantas ruas chamadas 28 de Setembro nas cidades brasileiras, principalmente naqueles estados da Federação onde o trabalho escravo se fez mais presente.
Dom Pedro II reforça também neste manuscrito a necessidade de instruir o povo, que deve incluir a educação política, mas ele e sua filha pouco fizeram de concreto por aquilo que em tese defenderam. E de um governante a opinião nacional quer atos, não apenas falas. E de resto a mídia brasileira ainda hoje dá mais atenção às falas do que aos atos, esquecendo que nas democracias o soberano não é o imperador, é o povo, e de que é muito importante educar o soberano, do contrário ele é vítima de hábeis manipuladores e demagogos.

21 de maio de 2009

E agora, preconceituosos?

Gene protege contra tumores
Síndrome de Down revela pista no combate ao câncer
Publicada em 21/05/2009 às 06h28m

WASHINGTON - Pessoas com síndrome de Down raramente desenvolvem a maioria dos tipos de câncer, e cientistas dos EUA agora descobriram por uma razão: elas têm cópias extras de um gene que ajuda a impedir os tumores de se autoalimentarem.

A descoberta pode levar a novos tratamentos contra o câncer, segundo artigo publicado na quarta-feira na revista "Nature".

Pesquisadores de várias universidades, inclusive a Harvard, usaram um novo tipo de células-tronco semelhante à embrionária, chamada célula-tronco pluripotente induzida (iPS), que é obtida da pele e pode ser induzida a agir como células-tronco, os "manuais de instrução" capazes de gerar qualquer tecido do organismo. Usando células iPS de um voluntário com a síndrome de Down e ratos geneticamente alterados para desenvolverem uma versão da síndrome, os pesquisadores localizaram um gene que protege contra tumores.
A síndrome de Down é a causa genética mais comum de retardamento mental, e ocorre em cada 1 de 700 bebês nascidos vivos.

A teoria ligando o câncer à síndrome de Down foi muito estudada pelo professor de Harvard Judah Folkman, que morreu em 2008 e cujo nome consta no estudo. Ele desenvolveu teorias sobre como as células cancerígenas desenvolvem vasos sanguíneos para se nutrirem, num processo chamado angiogênese. Ele também notou que o câncer é raro entre portadores de Down, exceto a leucemia. Um estudo com 18 mil pessoas com síndrome de Down apontou uma incidência de câncer de apenas 10 por cento do previsto na população geral.

A síndrome de Down se caracteriza pela presença de três cópias do cromossomo 21, em vez de duas cópias, como nas demais pessoas. Isso lhes dá versões extras de 231 genes diferentes.
Um desses genes, chamado DSCR1 (ou RCAN1) codifica uma proteína que suprime o fator de crescimento endotelial vascular, um composto necessário para a angiogênese.

Tanto os pacientes com Down quanto os ratos geneticamente modificados tinham quantidades adicionais da proteína DSCR1, e os ratos também eram mais resistentes aos tumores.
"Esses dados fornecem um mecanismo para a incidência reduzida de câncer na síndrome de Down", escreveram os pesquisadores. Mas, "como o cromossomo humano 21 contém mais de 200 genes, seria surpreendente se o DSCR1 fosse o único gene do cromossomo 21 implicado na supressão de tumores em indivíduos com síndrome de Down", acrescentaram.


Sabemos que sempre existiu preconceito com os portadores da Síndrome de Down. Comprovada a teoria, como a Sociedade que exerce seus preconceitos se sentirá?

9 de maio de 2009

Teoria define 2012 como a nova data para o fim do mundo

No dia 21 de dezembro de 2012, um raro alinhamento do Sol com o centro da Via-Láctea dará início a uma série de eventos desastrosos. São esperados terremotos, dilúvios, pragas e distúrbios eletromagnéticos que culminarão com o fim dos tempos. Não há como ignorar os sinais de que o fim se aproxima: crise econômica mundial, gripe suína, aquecimento global, alterações no ciclo solar, guerras e desigualdade.

A tese catastrofista se espalha e avoluma, incendiada pela internet, e há quem acredite piamente que até 2012 o mundo irá, mas de lá não passará. Até Hollywood embarcou na onda e lança uma produção milionária em novembro explorando o tema. A origem distinta para previsões coincidentes seria a prova cabal para o fim trágico da humanidade. O rol de tragédias identificadas com a data está descrito em profecias das mais variadas culturas: oráculos romanos e gregos, o calendário maia, textos de Nostradamus, a Bíblia, o I Ching e até um programa de computador que filtra a internet atrás de tendências de comportamento.

É assim, misturando realidade com ficção e ciência com religião, que se criou a mais nova profecia para o fim do planeta. Mas o que há de real nessa confusão de história, astronomia, astrologia e religião? "Muito pouco", diz o professor de física da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Walmir Thomazi Cardoso. Segundo ele, o argumento que serve de base para boa parte das profecias - o alinhamento do Sol com o centro da Via-Láctea em 21 de dezembro de 2012 - é fraco. Esse fenômeno vai, de fato, acontecer, mas será mais um entre tantos outros. Para nós, humanos, ele poderá parecer inédito, porque acontece uma vez a cada 26 mil anos, mas, para o planeta Terra, que tem 4,5 bilhões de anos, já aconteceu pelo menos 173 mil vezes. "Se alguém espera que as tragédias descritas pelas profecias se concretizem por desequilíbrios astrais, está perdendo tempo", explica Cardoso.

Especula-se que a disseminação da mística do dia 21 de dezembro de 2012 tenha partido de um erro de interpretação. Tudo começou quando alguém entendeu que o fim do calendário dos maias - uma extinta civilização indígena da América Central -, que acaba nesta data, era uma indicação de que o mundo ia acabar.

O raciocínio afobado ignorou a noção cíclica que os maias tinham do tempo - para eles, o fim estava ligado ao recomeço. "O que se seguiu, depois dessa interpretação errada, foi a distorção do que outros profetas disseram para que o conteúdo se encaixasse com o que se supunha que os maias haviam dito", explica o astrônomo Alexey Magnavita. No caso de Nostradamus, por exemplo, foram interpretadas, à imagem da tese do fim em 2012, sete folhas perdidas do livro Profecias com desenhos do profeta francês. Nelas, estaria descrito o alinhamento galático de 2012 e suas consequências.

Já na Bíblia, o livro escolhido para ser interpretado foi o Apocalipse de São João, um dos mais alegóricos e recheados de imagens que, fora de contexto, se encaixam em quase qualquer cenário de destruição. No I Ching foi concebido um modelo de análise dos resultados dados pelo jogo chamado Timewave theory. Nele, picos de atividade em anos específicos são detectáveis e apontam para grande movimentação em 2012. Todos métodos pouco específicos e amplos demais para corroborar uma tese tão precisa quanto a que crava o fim do mundo para daqui a três anos. (Revista Isto É)

5 de maio de 2009

Botafogo aparece à frente do Flamengo no ranking da IFFHS



Glorioso ocupa a 84ª posição, enquanto o rubro-negro está em 144º


Nem mesmo as três conquistas seguidas do Campeonato Carioca sobre o Botafogo fizeram o Flamengo ultrapassar o Alvinegro no ranking da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). O Glorioso aparece na 84ª posição e o Rubro-Negro está bem atrás, ocupando o 144º lugar na tabela atualizada no dia 30 de abril. O São Paulo é o único clube brasileiro entre os dez melhores colocados na lista da IFFHS, ocupando a nona posição, com 223 pontos. O Botafogo está com 124 pontos e, no Rio de Janeiro, perde apenas para o Fluminense, em 70º lugar, com 135 pontos. O Flamengo tem 92 pontos e o Vasco, com 90 pontos, ocupa 150ª posição.

O ranking da IFFHS é baseado nos resultados nacionais e internacionais dos clubes no período dos últimos 12 meses. Campeonatos estaduais não contam pontos.

2 de maio de 2009

Domingo eletrizante



Fomos em todos os jogos do Fogão, nos dois turno, e assistiremos de casa a grande finalíssima.

Os ingressos esgotaram rapidamente e não consegui comprar, e de cambista eu não compro. Paciencia (difícil).

Só nos resta a TV, sem a emoção viva da torcida.

Que seja um jogo justo, disputado e com a vitória do Fogão.

A cara de pau é multicultural....

Alemão é processado por não engravidar a mulher do vizinho


Frank Maus, que vive na Alemanha, foi processado por não conseguir engravidar Traute, mulher do vizinho Demetrius Soupolos, depois de ser contratado por cerca de R$ 5,7 mil para isso. Apesar de Frank receber a quantia, descobriu-se depois de seis meses de tentativa que ele é estéril.
O casal queria ter uma criança, mas descobriu que Soupolos não poderia ter filhos. Por isso, decidiram contratar Maus, na esperança que o homem, que é casado e tem dois filhos, pudesse engravidar Traute.
Depois de seis meses e nenhuma gravidez, com uma média de tentativas de três vezes por semana, Soupolos insistiu para que Maus passasse por exames médicos. Os testes mostraram que o vizinho também é estéril. Por isso, a mulher de Maus foi obrigada a admitir que as duas crianças não eram dele.
De acordo com o jornal alemão "Bild", a Justiça de Sttutgart ficará responsável pela decisão sobre o caso. Outras agências dizem que, no processo, Soupolos pede seus R$ 5,7 mil de volta. O vizinho, no entanto, não quer devolver a quantia, porque não havia dado garantias de gravidez.

Nosso Governo está realmente dando atenção ao perigo?

Ique, charge do dia - JB




A gripe dos porcos e a mentira dos homens
01/05/2009 - 00:04 Enviado por: Mauro Santayana
Por Mauro Santayana


O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods. La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado. Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso.
Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente. Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata.
O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno.
Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco. Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias.
As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada “ação social”. Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças.
O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína.
O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS.


Copiado do Jornal do Brasil - JB, de hoje

Nosso Governo ainda recebe com honras o Presidente do Irã. Pode?

Irã é criticado por enforcar jovem condenada por assassinato
02/05/2009 - 09:11 - BBC Brasil


Grupos internacionais de defesa dos direitos humanos protestaram contra a execução, na sexta-feira, de uma jovem iraniana condenada por um assassinato cometido quando ela tinha apenas 17 anos de idade. O enforcamento de Delara Darabi, de 23 anos, ocorreu apesar de a jovem ter sustentado durante seu julgamento que era inocente.
Ela havia confessado inicialmente a morte de um primo de seu pai, mas posteriormente disse ter feito a confissão para salvar o namorado.
A Justiça iraniana havia recentemente concedido uma suspensão da execução por dois meses, mas o advogado da jovem disse que as autoridades prisionais ignoraram a ordem e a enforcaram sem aviso prévio.
A Anistia Internacional se disse "escandalizada" com a execução e disse que Darabi não teve direito a um julgamento justo. Segundo a organização, desde 1990 o Irã executou 42 pessoas que haviam cometido crimes antes dos 18 anos, em desacordo com as leis internacionais.Atenção internacional
O caso de Delara Darabi gerou grande atenção internacional após pinturas e desenhos dramáticos criados por ela em sua cela serem divulgados pelo mundo.
O correspondente da BBC em Teerã disse que na manhã de sexta-feira Darabi fez uma ligação telefônica desesperada para seus pais, dizendo que podia ver o carrasco por perto."Mãe, eles vão me executar, por favor, me salve", disse ela, antes de um carcereiro tomar o telefone e afirmar: "vamos executar sua filha e não há nada que vocês possam fazer sobre isso".
Hassiba Hadj Sahrahoi, sub-diretora da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África, disse que a execução rápida foi uma ação cínica para evitar protestos internacionais. "A Anistia Internacional está escandalizada com a execução de Delara Darabi, particularmente com a notícia de que seu advogado não foi informado", disse. Segundo Sahrahoi, a organização não considera o julgamento de Darabi como justo, "já que os tribunais se recusaram a considerar novas provas que seu advogado dizia que poderiam ter provado que ela não cometeu o assassinato".

25 de fevereiro de 2009

Turismo sexual liberado, mas somente com camisinha presidencial


Rio: Lula distribui camisinhas no Sambódromo

Entregue ao espírito do carnaval, o presidente Lula fez apologia do sexo seguro no Sambódromo do Rio ao distribuir camisinhas durante o desfile da Beija-Flor, pouco antes das 4h de hoje. Ao lado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, Lula atirou cartelas de preservativos na direção do público que estava nas frisas. Segundo o ministro, foi a primeira-dama, Marisa Letícia, que, involuntariamente, transformou o presidente em garoto-propaganda da campanha do Ministério da Saúde para o carnaval. Marisa se queixou ao ministro de que a cesta de utilidades do banheiro do camarote dos convidados do presidente e do governador tinha de tudo, menos camisinha.

"Liguei para Sérgio Cortes (secretário de Saúde do Estado do Rio), e ele me trouxe várias, logo abasteceram os camarotes com muitas camisinhas", contou Temporão, que incentivou Lula a jogar preservativos aos foliões.

Antes de distribuir os envelopes preparados pelo Ministério da Saúde para o carnaval, Lula guardou alguns no bolso para brincar com Cabral. Em seguida os atirou para os que estavam na parte logo abaixo do balcão do camarote que dividia com o governador.
(Fonte: http://www.diariodopara.com.br/noticiafull.php?idnot=31253)




Esse é o 'grande líder', aquele que condena o turismo sexual, a pedofilia e estimula a livre, total e irrestrita fornicação em rede internacional de TV, desde que protegidos pela camisinha. Tudo em nome do dinheiro e acobertado por uma corja de assessores preocupados em obter vantagens e poder através da degradação moral da sociedade brasileira.

Viva o Presidente comprometido com o futuro do Brasil, com as bençãos de 80% de aprovação.

Votou nele? Um dia você vai responder por formação de quadrilha e pela cumplicidade em destruir os valores morais de uma sociedade, tenha a certeza...



7 de fevereiro de 2009

Circulando na net...

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."


Albert Einstein

Dom Helder Camara, 100 anos!


Um religioso popular e corajoso, que envolvia multidões. Assim era a figura de dom Helder Camara, arcebispo de Olinda e Recife durante 21 anos, que completaria cem anos no dia 7 de fevereiro de 2009. Se antes as ideias do religioso já floresciam, hoje, com a internet, vão muito mais longe. O JC OnLine homenageia o profeta mostrando para o mundo, com apenas alguns cliques, as sementes lançadas por ele que frutificaram, continuam vivas e ajudam a proliferar seu discurso.


Uma vida dedicada ao serviço

Dom Helder Camara, antepenúltimo filho do guarda-livros e maçom convicto João Eduardo Torres Câmara Filho e da professora Adelaide Rodrigues Pessoa Camara, nasceu no dia 7 de fevereiro de 1909, um domingo de Carnaval, em Fortaleza, Ceará. Dos 13 filhos do casal, cinco morreram em 29 dias, em consequência de uma epidemia de crupe, mais tarde conhecida como difteria. O menino Helder recebeu a primeira comunhão aos oito anos de idade e, aos 14, entrou no Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, onde fez os cursos preparatórios, depois filosofia e teologia.

Em 15 de agosto de 1931, aos 22 anos, ordenou-se sacerdote e, em seguida, foi nomeado diretor do Departamento de Educação do Estado do Ceará. Cinco anos depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Durante os 28 anos de permanência na cidade, colaborou com revistas católicas, organizou o 36º Congresso Eucarístico Internacional, fundou a Cruzada São Sebastião para atender moradores das favelas cariocas e o Banco da Providência, destinado a ajudar famílias na faixa da miséria.
Exerceu funções na Secretaria de Educação, Ministério da Educação e Conselho Nacional de Educação e organizou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Episcopal Latino Americano (Celam). De 1952 a 64 ocupou o posto de primeiro secretário-geral da CNBB e de 58 a 66 foi delegado do Brasil no Celam e seu vice-presidente. As duas entidades foram os instrumentos de apoio para a implantação de um modelo de Igreja progressista, que tinha como base a opção preferencial pelos pobres.

Dom Helder recebeu a sagração episcopal em 20 de abril de 1952 sob o lema "In Manus Tuas", que indicaria toda sua vida entregue nas mãos de Deus. Logo depois tomou posse como bispo auxiliar do Rio de Janeiro. A promoção a arcebispo auxiliar do Rio de Janeiro chegou em 1955, quando estava com 46 anos. No dia 14 de março de 1964, foi indicado pelo papa Paulo VI para ocupar a Arquidiocese de Olinda e Recife, cujo titular, dom Carlos Coelho, falecera semanas antes.

Por ocasião da nomeação, dom Helder, que se encontrava em Roma participando de uma reunião da Comissão Conciliar do Apostolado dos Leigos, declarou: "Volto de coração aberto a tudo e a todos, com sede de diálogo, na linha absoluta do Concílio Vaticano II". Esse concílio, realizado de 1962 a 1965, definiu, entre outras coisas, compromisso com as soluções dos problemas sociais e econômicos e fortaleceu a Igreja progressista. A imprensa estrangeira viu assim a nomeação: "Homem do papa Paulo VI no Recife".

No Recife de 1964, as autoridades civis e militares receberam com satisfação a indicação do novo arcebispo. "Estou consciente do acerto da nomeação e grato pela futura presença de dom Helder, cujas qualidades todos conhecem", disse o vice-governador Paulo Guerra, no exercício da chefia do Executivo. O então comandante do 4º Exército, general Justino Alves Bastos, afirmou que "dos abraços afetuosos que aqui receberá, os primeiros, por certo, serão os meus". O prefeito do Recife, Pelópidas Silveira, falou do orgulho que a cidade sentia com a nomeação de dom Helder, lembrando "sua atuação em defesa dos princípios de justiça social".

O governador Miguel Arraes, que se encontrava no Rio de Janeiro, em entrevista ao jornal Última Hora, disse que a indicação de dom Helder "traz grande alegria e satisfação aos pernambucanos". O vigário capitular Lamartine Soares - mais tarde seu bispo auxiliar e grande amigo - determinou que os sinos de todas as igrejas da Arquidiocese de Olinda e Recife repicassem festivamente às 6h, 12h e 15h, no domingo 15 de março, saudando o novo arcebispo.

NO RECIFE - No dia 11 de abril de 1964, um sábado chuvoso, dom Helder desembarcou, às 15h30, no Aeroporto dos Guararapes, que se encontrava lotado. Dali, em carro aberto, seguiu para a Matriz de Santo Antonio, na Avenida Dantas Barreto, onde falou para milhares de pessoas, debaixo de chuva, antes de seguir para o Palácio dos Manguinhos, residência oficial do arcebispo, na Avenida Rui Barbosa, bairro das Graças.
Em sua mensagem publicada na íntegra pelos jornais, dom Helder disse que era "um nordestino falando a nordestinos com os olhos postos no Brasil, na América Latina e no mundo. Um cristão dirigindo-se a cristãos, mas de coração aberto, ecumenicamente, para os homens de todos os credos e de todas as ideologias. Um bispo da Igreja Católica que, à imitação de Cristo, não vem ser servido, mas servir".
À multidão, afirmou também que, a exemplo de Cristo, devia ter um amor especial pelos pobres, velando, sobretudo, pela pobreza envergonhada e tentando evitar que a pobreza se resvale para a miséria. Disse que a pobreza pode, às vezes, ser um dom generosamente aceito ou até espontaneamente oferecido ao Rei, e que a miséria é alvitante porque fere a imagem de Deus.
Antes de falar ao povo, o novo arcebispo pediu para não isolarem frases de seu discurso, por conta da situação política do momento - em 31 de março de 1964, os militares tomaram o poder, derrubando o presidente João Goulart e os governadores do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, e de Pernambuco, Miguel Arraes. "Só o conjunto da mensagem dá uma idéia exata da minha alma", justificou dom Helder.

POSSE COMO ARCEBISPO - No dia 12 de abril ele tomou posse como 30º bispo e 6º arcebispo de Olinda e Recife, em cerimônia na secular Catedral da Sé, em Olinda. Três dias após a sua chegada, recebeu o título de cidadão pernambucano, conferido pela Assembléia Legislativa.
Em 27 de maio de 1969, sofreu um duro golpe: seu braço direito na arquidiocese, o jovem sacerdote Henrique Pereira Neto foi trucidado. O bárbaro assassinato - atribuído às forças de repressão, que tinham em dom Helder seu grande desafeto - revoltou a cidade e levou o arcebispo a se manifestar através de nota. Ele chamou a atenção das autoridades não somente para o esclarecimento do crime, mas também para o clima que levava as pessoas e grupos a agirem tão brutalmente. "Nem sabemos ao certo para quem apelar. Confiamos em Deus e na Justiça", desabafou.

Muita emoção no dia 8 de julho de 1980. Do papa João Paulo II, em visita ao Recife, dom Helder recebeu o título de "irmão dos pobres e meu irmão". Em 15 de agosto de 1981, importante momento: o cinquentenário de sacerdócio. Do Vaticano, uma semana antes, o papa enviou mensagem elogiando dom Helder. "Todos sabem e reconhecem como a benignidade de Deus o acumulou de dotes, talento e piedade. Ornando com esses dotes, desde a tua promissora juventude até hoje, tens conseguido cumprir numerosas missões de inestimável valor", disse João Paulo II.
APOSENTADORIA - Ao completar 75 anos, em 1984, ele renunciou à Arquidiocese, que conduziu por 20 anos. Somente em julho, porém, deixou o cargo, após a posse do novo arcebispo, dom José Cardoso. Ao completar 80 anos, numa terça-feira de Carnaval, foi festejado pelo povo, autoridades e novamente pelo papa João Paulo II. O santo padre enviou mensagem desejando-lhe "graças e consolações divinas a fim de continuar, em serena longevidade, servindo aos irmãos, sobretudo aos que sofrem a pobreza".

O tempo em que permaneceu na Arquidiocese, dom Helder desenvolveu uma linha de trabalho declaradamente em favor dos mais pobres e na defesa dos direitos humanos. Em sua gestão foram concebidos, por exemplo, o Encontro de Irmãos (grupos de pobres evangelizando pobres), a Operação Esperança (para atender as vítimas das enchentes) e a Comissão de Justiça e Paz (defensora de presos políticos e perseguidos pela ditadura militar).

Em 29 de Agosto de 1999 ele nos deixou.
Não podemos deixar que suas idéias e ações caiam no esquecimento, só para lembrar que a Cruzada São Sebastião, a Cidade de Deus e a Vila Kennedy são exemplos de ações que buscavam a erradicação da miséria, dar um lar digno para o favelado.
Se o Estado se omitiu, aí é outra história.

10 de janeiro de 2009

Notícias que irão mudar o mundo...

Lagosta de '140 anos' é libertada nos EUA

Crustáceo foi pescado duas semanas atrás e vivia em um aquário, em um restaurante.
Da BBC

Uma lagosta cuja idade foi estimada em 140 anos foi retirada de seu aquário em um restaurante de frutos do mar em Nova York e seria solta no mar da costa de Maine, onde a pesca de lagosta é proibida.
George, a lagosta gigante, pesa cerca de 9 quilos e teria sido pescada apenas duas semanas atrás, e comprada pelo restaurante City Crab and Seafood por US$ 100 (cerca de R$ 229,50).
A lagosta ficava no aquário do restaurante, onde foi adotada como mascote e era fotografada constantemente com os clientes.
Mas o grupo de defesa dos direitos dos animais Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) organizou uma campanha pedindo a libertação da lagosta, para que fosse devolvida ao oceano.
George teria sido originalmente pescada em águas canadenses. Sua idade foi estimada a partir de seu peso.
O restaurante afirma que nunca teve a intenção de servir a lagosta, e que ela seria usada apenas para atrair a atenção dos clientes.
Ingrid Newkirk, do Peta, elogiou a decisão do restaurante.
"Nós aplaudimos os donos do City Crab and Seafood por sua decisão compassiva em permitir que este nobre ancião viva seus últimos dias em paz e liberdade."
"Esperamos que seu gesto gentil sirva como exemplo de que esses intrigantes animais não merecem ser confinados em pequenos aquários, ou fervidos vivos."