31 de maio de 2006

30 de maio de 2006

Viva o tacacá!

Amantes do tacacá agora podem tomá-lo sem se preocupar com o excesso de calorias. Isso porque, na verdade, o excesso não existe. É o que afirma uma pesquisa dos alunos Joel Marcel Furtado e Lidiane Pimenta, do curso de Nutrição da Universidade Federal do Pará (UFPA), quebrou o mito do alto valor calórico desta iguaria da culinária paraense.

Eles afirmam na pesquisa “Capacidade Média da Cuia e Valor Nutritivo do Tacacá Comercializado em Belém-Pará” que o tacacá comercializado em Belém tem em média apenas 123,09 Kcal; enquanto o consumo calórico recomendado para pessoas adultas no jantar é de 1.200 Kcal. Dessa forma, o tacacá possui um baixo teor calórico para o seu volume, que é em média de 544 ml.

A pesquisa foi orientada pelo professor Francisco Nascimento, do departamento de Nutrição da UFPA. Para a determinação do valor nutritivo, os alunos coletaram 51 amostras de tacacá de 17 vendedores, três de cada um, em diferentes bairros de Belém. Todos os vendedores estavam credenciados junto à Secretaria Municipal de Economia (Secon).

Dos componentes do tacacá, o mais calórico é a goma com, 39,75 Kcal em média; seguida de perto pelo camarão com 39,37 Kcal. O menos calórico é o jambu, com apenas 14,83 Kcal, enquanto o tucupi fica com 29,14 Kcal.

De todas as amostras coletadas, a que apresentou maior número de calorias foi a do bairro da Cidade Velha, com 188 Kcal. A amostra do bairro de Jurunas apresentou apenas 90 Kcal, o menor valor de todos os analisados. Além disso, o jambu contem ainda ferro e fibras.

O peso médio do tacacá encontrado na pesquisa foi de 569,5g; desta massa, 17,1g são de carboidratos, 10,19g são de proteínas e 1,9g de lipídeos. A capacidade média das cuias ficou em 1025,63 mL, embora o volume de conteúdo ocupe apenas pouco mais da metade dessa capacidade.

Fonte: UFPA
Quem não conhece o tacacá não conhece o Brasil, seus sabores e suas delícias. É um ritual...
É da turma que aprecia rodízio de pizzas, fast foods e bebe em shoppings.
Bem feito, vai morrer sem saber o que é bom!

Alter-do-Chão, Satarém/PA. Conhece?



Voltaire

François-Marie Arouet (21 de Novembro de 1694, Paris - 30 de Maio de 1778, Paris), mais conhecido pelo pseudónimo Voltaire, foi um poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês.


"Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas."

"Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas."

"Que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu."

"Todo aquele que desconfia, convida os outros a traí-lo."

"O segredo de aborrecer é dizer tudo."

"Todo o homem é culpado do bem que não fez."

"As paixões são como ventanias que enfunam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas."

Educado num colégio de jesuítas, desde jovem se proclama livre pensador. Poeta e satírico brilhante, Voltaire distingue-se nos salões parisienses, mas a sua actividade panfletária dirigindo versos contra o Regente de França, Filipe duque de Orleães, leva-o a ser detido na Bastilha (1717). Em onze meses de prisão conclui a sua primeira tragédia, Oedipe (levada à cena no ano seguinte) e inicia um poema épico sobre Henrique IV. Este seria publicado anonimamente em Genebra com o título de Poème de la ligue (1723).
Na sequência de um duelo com um membro da nobreza, o fidalgo Rohan, Voltaire é novamente preso na Bastilha. É liberto ao fim de duas semanas, mas compromete-se a sair de França; ruma então a Inglaterra em 1726.
Aí permanecendo até 1728 ou 1729, faz amizade com os escritores Pope e Swift, familiariza-se com a língua inglesa e com o pensamento de Isaac Newton, publica ensaios sobre Poesia e História e torna-se admirador do sistema político britânico.
De volta a França prossegue a actividade literária e publica Henriade (1728-30), Histoire de Charles XII (1731), Zaire (1732), Temple du Goût e Lettres philosophiques 1734), de exaltação do sitema liberal inglês e a condenação do despotismo. Esta última obra, a mais importante deste período, obrigou novamente Voltaire a deixar Paris e a refugiar-se intermitentemente em Cirey, no ducado da Lorena, onde gozou da hospitalidade de madame du Châtelet até à morte desta em 1751. Este foi um período de intensa produção literária. Com Mondain (1733) há nova necessidade de fuga, desta vez para a Holanda, onde publica Eléments de la Philosophie de Newton (1738) e onde passa a corresponder-se com Frederico da Prússia. O êxito obtido com Mahomet (1741) e Mérope (1743), aliado à boa influência de Madame de Pompadour, passa a servir Luís XV em missões na Prússia, é designado historiador do reino e é eleito membro da Academia francesa em 1746.
Muda-se para Potsdam em 1751, onde desempenha o cargo de camarista e guia literário de Frederico o Grande. Mas incompatibiliza-se com o rei da Prússia em 1753 e leva uma vida errante até 1755, ano em que se estabelece numa propriedade que baptiza Délices, próximo de Genebra. Em 1756 publica La loi naturelle, Le désastre de Lisbonne e Essai sur les moeurs. Em 1759 o conto filosófico Candide, seguindo-se Traité sur tolérance (1760), Dictionaire philosophique (1764).
Regressou a Paris em 1778, ano em que morreu. Que tragédia...


Pensamento
A razão de sua celebridade, são as suas obras literárias e filosóficas. Os seus textos são caracterizados pela leveza de linguagem, fugindo de qualquer tipo de grandiloquência. Mestre da ironia, utilizou-a como arma superior do indivíduo civilizado para atingir os seus inimigos, frequentemente por ele parodiados, demonstrando em todos os momentos um finíssimo sentido de humor.
São conhecidas as suas divergências com Montesquieu sobre o Direito dos povos à guerra. E Voltaire não vê oposição entre uma sociedade alienante e um indivíduo oprimido, ideia defendida por Rousseau, mas antes crê num sentimento universal e inato da justiça, que tem que observar-se nas leis de todas as sociedades. A vida em comum exige uma convenção, um contrato social para preservar o interesse de cada um. O instinto e a razão do indivíduo levam-no a respeitar e promover tal pacto. O propósito da Moral é ensinar-nos os princípios desta convivência frutífera. O trabalho do homem é tomar o seu destino nas suas mãos, melhorar a sua condição mediante a ciência e a técnica e dar beleza à vida através da Arte.
A sua filosofia prática prescinde de Deus, ainda que Voltaire não seja ateu; porém, como o relógio pressupõe o relojoeiro, o universo implica a existência de um "eterno geómetra" (Voltaire é teísta). No entanto, não crê na intervenção divina nos assuntos humanos e denuncia o providencialismo em Cândido. Onde muitos críticos percebem o ataque irreverente - e mesmo distorcido - ao pensamento de Leibniz.
Viveu como um fervoroso opositor da Igreja Católica que, segundo ele, era um símbolo da intolerância e da injustiça. Por esse motivo pode ter sido incapaz de fazer justiça ao Cristianismo. Mas revelou em 2 de março de 1778, em contrapartida à sua postura ideológica acerca da Igreja, sua profissão de fé à religião Católica, em um texto assinado por ele mesmo, publicado no tomo XII da revista francesa Correspondance Littérairer, Philosophique et Critique (1753-1793), nas páginas 87-88. Neste texto, o pensador francês pede perdão a Deus pelas faltas cometidas e por ter escandalizado a Igreja por anos. Empenhou-se, também, na luta contra os erros judiciais e na ajuda às suas vítimas. A burguesia liberal e anticlerical fez dele seu ídolo. Se por algum motivo Voltaire ficou na História, foi por ter-nos proporcionado o conceito de tolerância religiosa e por ter legado uma impressionante obra literária a um só tempo crítica e satírica. Dentres os muitos autores influenciados por Voltaire encontram-se Machado de Assis e Lima Barreto. Foi um incansável lutador contra a intolerância e a superstição e sempre defendeu a convivência pacífica entre pessoas de diferentes crenças e religiões.

Fonte: Wikipédia
Foi capaz de rever seus conceitos e declará-los publicamente...

Atualizando o Aroeira, em O Dia

28 de maio de 2006

"VIDA QUE SEGUE"

O Botafogo de Futebol e Regatas, a Fundação Biblioteca Nacional e a Editora Nova Fronteira têm o prazer de convidar para o lançamento do livro "Vida que segue: João Saldanha e as Copas de 1966 e 1970" a se realizar no Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional dia 30 de maio às 18h.
Rua México, s/nCentro - Rio de Janeiro


VIDA QUE SEGUE - Livro reúne as melhores crônicas de João Saldanha durante as copas de 1966 e 1970

“Antes de mais nada, quero dizer que a vitória extraordinária do Brasil foi a vitória do futebol. Do futebol que o Brasil joga, sem copiar de ninguém, fazendo da arte de seus jogadores a sua força maior e impondo ao mundo futebolístico o seu padrão, que não precisa seguir esquemas dos outros, pois tem sua personalidade, a sua filosofia, e jamais deverá sair dela.”
(João Saldanha, 1970)

Apaixonado por futebol, João Saldanha sempre foi um homem polêmico e espirituoso.
Jornalista por formação, foi jogador e treinador de futebol, dirigente e comentarista esportivo e militante do Partido Comunista Brasileiro, protagonizando um dos casos mais controvertidos da história da seleção brasileira: sua demissão do cargo de técnico do time que seria tricampeão no México, em 1970.
Sobrinho de Saldanha, o pesquisador Raul Milliet passou meses pesquisando os arquivos da Biblioteca Nacional e reuniu suas melhores crônicas publicadas no jornal “O Globo” e “Última Hora” durante as copas de 1966 e 1970.
O resultado é o livro Vida que segue – João Saldanha e as copas de 66 e 70, que sai pela Nova Fronteira e chega às livrarias no dia 26 de maio.
Além das crônicas, o volume também traz prefácios de Oscar Niemeyer, Sérgio Cabral e Tostão;
um perfil biográfico de João;
depoimentos inéditos incluindo casos já folclóricos, como as brigas com o jornalista Armando Nogueira e o goleiro Manga;
informações sobre todos os jogos do Brasil nas duas Copas do Mundo, incluindo amistosos e eliminatórias.
No depoimento “Por que saí”, pela primeira vez Saldanha fala claramente que foi afastado da seleção por razões políticas, já que não interessava ao Governo Médici ter um técnico campeão que também era comunista.
Apesar de ter sido ele quem escalou o time que tinha Pelé, Tostão e Rivelino, entre outros craques, foi Zagallo quem acabou erguendo a taça como treinador do “escrete canarinho”.
Dois cadernos de fotografias, com 32 páginas, reúnem as melhores imagens da trajetória de João e dos jogos do Brasil nas Copas.

Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, João Alves Jobim Saldanha mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha 14 anos.
Seu apelido era João Sem Medo e jogou futebol profissionalmente por poucos anos, no Botafogo.
Tornou-se diretor do clube em 1944 e técnico depois da saída de Geninho, nos anos de 1957 e 1958.
Antes, viveu clandestino no eixo Rio-São Paulo-Paraná, como dirigente do PCB. Em 1956, de volta ao Rio, convenceu o então presidente do Botafogo, Paulo Azeredo, a comprar Didi, do Fluminense.
A campanha de 1957 foi gloriosa, e o time, que não era campeão desde 1948, ganhou o título com uma goleada de 6 a 2 contra o Fluminense.
Foi com Mané Garrincha, craque do Botafogo e da seleção, que Saldanha conheceu as maiores alegrias que o futebol-arte pode proporcionar.
Um bom exemplo foi a partida entre Botafogo e River Plate no Estádio Universitário do México.
Cem mil pessoas assistiram a um dos maiores espetáculos de Garrincha, e foi neste dia que surgiu a gíria “Olé”, tão comum nos dias de hoje. Os torcedores mexicanos, empolgados, não paravam de gritar.
Em 1960, Saldanha iniciou sua carreira no jornalismo esportivo, trazendo sua longa experiência no Botafogo — e também nos jornais comunistas dos quais participara como repórter, correspondente e editor.
Morreu em Roma, em 1990, para onde tinha ido por causa do futebol: estava na capital italiana para cobrir a Copa do Mundo para a extinta TV Manchete.
"Em 1968, quando a União Soviética invadiu a Tchecoslováquia, os intelectuais comunistas não gostaram, mas queriam uma explicação. Discutiam o tema nas mesas do Degrau, cada qual encontrando as razões mais complicadas expostas com aquela linguagem sofisticada dos conhecedores do materialismo dialético, quando chegou João Saldanha, que foi imediatamente abordado:
— O que levou a URSS a fazer uma coisa dessas, João? — perguntou um dos intelectuais.
João não pensou muito:
— Depois da segunda guerra mundial, a Europa Central é a zona do agrião. Quando a bola divide por ali, a União Soviética entra de sola. E os intelectuais comunistas (pelo menos, aparentemente) ficaram satisfeitos com a explicação."

"Numa palestra para estudantes universitários, uma aluna quis saber dele o que achava do futebol feminino. Pensou muito, indicando que se tratava de uma questão embaraçosa pelo menos para ele Mas resolveu responder: “Sou contra.” As moças manifestaram surpresa e decepção. João Saldanha, um cara sem preconceitos, como poderia ser contrário ao futebol feminino?
Mas ele explicou: “O sujeito tem um filho, que leva a namorada para conhecê-lo. O pai faz a pergunta clássica: “Você trabalha ou estuda?” “Trabalho”, ela responde. “Em quê?”, quer saber o velho. “Sou zagueira do Bangu.” Conclui Saldanha: “Pega mal, vocês não acham?”
(trechos do prefácio de Sérgio Cabral, no livro “Vida que segue – João Saldanha e as copas de 66 e 70)



Título: Vida que segue – João Saldanha e as copas de 66 e 70;
Autor: Raul Milliet;
Formato fechado: 14 x 21
Nº de páginas: 208 (304 + 32 em caderno de fotos P&B)
Preço de capa sugerido: R$ 29,90


SOBRE O ORGANIZADOR:
RAUL MILLIET FILHO é historiador, com mestrado em História Política pela UERJ e doutorado pela USP. Como professor sempre focou a linha de pesquisa sobre a história do futebol e cultura popular. Em 1987 idealizou e coordenou o RECRIANÇA - maior projeto de democratização esportivo e social para crianças e adolescentes, junto a mais de 500 prefeituras do Rio de Janeiro.




João Saldanha, tio do Bebeto de Freitas, meu ídolo e que tive a oportunidade na minha infância em escutá-lo na Miguel Lemos, eu menino, parado na calçada, escutando ele discorrer sobre futebol, política e o nosso querido Botafogo.
Minha homenagens e é claro, estarei presente.
Vale a pena visitar o Blog do Roberto Porto que também tem histórias do Saldanha e principalmente do Botafogo.

Luiz Lima, o fotógrafo

27 de maio de 2006

Detestado, por bem ou por mal

Peço licença ao Vlad, autor de alguns manuais, mas resolvi fazer o meu, afinal, você pode ser odiado por ser boçal mesmo, ou por ser uma boa pessoa. Se resolvesse escrever 'Como ser agradável e fazer amigos...' ninguém se interessaria. Então...
1 - Não responda a saudações no elevador. Não responda em lugar nenhum. No máximo, quando ouvir 'Bom Dia!' pergunte 'Por quê?'
2 - Seja sempre educado com os garçons (só um louco não seria), sem criar caso 'por que aquela pessoinha conseguiu uma mesa', essas coisas. Vai comer bem e será detestado pelo resto dos clientes. Ser fino é detestável!
3 - Caso falem em sexo (quem muito fala, pouco faz), apenas suspire e sorria, enigmaticamente.
4 - Emagreça quatro quilos.
5 - Esqueça sempre de devolver o carrinho de compras do prédio, para o térreo.
6 - Use a vaga de um vizinho, 'só um estantinho', de vez em quando. Vá dormir e esqueça o carro.
7 - Faça sucesso. Isso é inadmissível.
8 - Pergunte às amigas 'Você engordou?'
9 - Leve o marido nas festas 'only for women'. Ele também será odiado.
10 - Repasse e-mails pessoais que recebe, com algum comentário, para muita gente.
11 - Mande mensagens com a kombi, a bomba, o caminhão, a florzinha, o carrinho, a borboleta e tudo que for chato, para o orkut de pessoas que mal conhece, automaticamente.
12 - Mande dez e-mails de piadas num dia só, para todos os seus amigos, repita o envio só para ter certeza que chegaram. Quando encontrá-los, pergunte: 'Recebeu aquele e-mail, meu?'
13 - Fure todas as filas, sorrindo muito e dizendo 'Meu amor, é só um pacotinho, posso contar com a sua gentileza, querido?'
14 - Telefone para alguém antes das oito e pergunte: 'Acordei alguém aí? De qualquer forma, já é hora de gente produtiva estar fora da cama!'
15 - Telefone para outra pessoa, depois das 22h, e peça o número de um amigo comum, que poderia ser facilmente conseguido no 102. Diga que esse número está no seu celular, que ficou na cozinha.
16 - Saiba sempre onde encontrar uma peça igualzinha a que sua amiga pagou o olho da cara, por muito, muuuuuiiiito menos. E triplique o valor de tudo que é seu, afinal, tem os seus royalties embutidos.
17 - Converse batendo animadamente nas pessoas. Cutuque sem dó. É divertido.
18 - Ajeite as roupas das amigas, assim como se estivesse imaginando uma intervenção, um toque que só você, que entende tudo de moda, sabe dar... Depois, ajeite como estava e suspire... Ela não tem jeito, mesmo!
19 - Toda vez que alguém chegar com uma novidade no cabelo, comente, com um muxoxo: 'Desculpa, tá? Mas eu prefiro aquele chanel básico... é mais elegante'.
20 - Nunca elogie, comente ou reconheça que um colega faz sucesso. Afinal, ninguém lhe paga para dar ibope.
21 - Fale ALTO no celular.
Para ser odiado, mesmo, seja feliz sem pudor. Sorria, ande confiante, com seu narizinho pro alto, lembre-se que é amado, e que em algum lugar, mesmo distante, alguém pensa em você. Não esqueça que certas coisas são dispensáveis, que a gente vive sem elas.
Ser feliz hoje não é só detestável. É imperdoável.

Vera é uma paraense pai d'égua que escreve toda terça-feira em "O Liberal".
Diversão garantida.

Grupo afirma ter solucionado enigma do ovo e da galinha

RIO - Dois pesquisadores e um fazendeiro acreditam ter solucionado um dos enigmas mais conhecidos e irrelevantes da ciência. Quem veio primeiro. O Ovo ou a galinha? O debate foi promovido para o lançamento do DVD do filme "O Galinho Chicken Little" e foi publicado no jornal britânico The Times.
O professor John Brookfield, especialista em genética evolutiva da Universidade de Nottingham, que se propôs a resolver o problema afirma que a lógica é precisa: o organismo vivo dentro do ovo teria o mesmo DNA quando se tornasse galinha. Portanto, o embrião da primeira criatura teria de se tornar um animal da espécie das galinhas. Logo, o ovo veio primeiro.
O argumento é endossado por David Papineau, especialista em filosofia da ciência do King's College de Londres. Ele afirma que é um erro acreditar que o primeiro ovo de galinha seria um mutante produzido por ancestrais de outra espécie. Ele prega que um ovo é um ovo de galinha se existe uma galinha dentro dele.
O fazendeiro Charles Bourns, que também foi convidado a participar da palpitante discussão, apóia a tese da primazia do ovo, embora com um raciocínio menos refinado. "Os ovos já estavam por aí muito antes de a primeira galinha aparecer. Claro que não deviam ser ovos de galinha como os conhecemos hoje, mas não deixavam de ser ovos".






Agora posso dormir em paz, tiraram minha dúvida...

26 de maio de 2006

Caneco 70: Já não dá mais nem a saideira

Tradicional bar do Leblon vai ser demolido e dará lugar a prédio luxuoso de cinco andares na Delfim Moreira
Christine Lages

Rio - O choro pedido ao garçom a cada rodada periga virar lágrima de verdade. O Caneco 70, um dos mais tradicionais redutos da boemia carioca, fechou há 14 dias. Dele, não sobrará nem migalha: o bar com vista para o mar do Leblon vai virar um prédio de cinco andares. Amantes do restaurante da Avenida Delfim Moreira esquina com Rua Rainha Guilhermina ensaiam trocar copos por faixas em um movimento ‘dos sem-boteco’.
A negociação entre os nove casais de proprietários do terreno e do bar — point de torcedores em época de Copa do Mundo — e o presidente da construtora CHL, Rogério Chor, foi longa. “Foram quase dois anos e meio de conversa . Outras construtoras também estavam interessadas. Mas, finalmente, chegamos a um acordo”, comemora Rogério, para tristeza de muitos.


ESPAÇO COBIÇADO
No lugar de mesas de madeira no interior e de plástico na calçada, um bloco de cinco apartamentos de luxo, um por andar, em espaçosos 180 metros quadrados. “É o metro quadrado mais caro do Brasil. Serão três quartos ou três suítes, com varanda onde bate o sol da manhã. já temos lista de espera de interessados”, diz o presidente da CHL, orgulhoso. O preço deve ser mais que salgado. Um imóvel na esquina ao lado, nos mesmos padrões e erguido pela construtora de Chor, não sai por menos de R$ 1,95 milhão.
O prazo para os proprietários deixarem de vez o Caneco é de 60 dias. As obras começam em quatro meses e o prédio ficará pronto em um ano e três meses. “Ainda não temos o projeto de arquitetura. Se os donos preferirem sair antes, melhor”, explica Chor. Nenhum dos donos do bar foi encontrado para comentar a venda.


Cinemas se transformam em templos, bares em 'espiguinhos caros', querem modificar a Praça Paris, em nome da tal modernidade e especulação imobiliária o Rio vai perdendo a sua cara.

Linguagem universal

Recebi por e-mail, desconheço o autor da foto.

Li e copiei do Claudio Humberto...

"26/05/2006 0:00
Ataque a Simon

Coube ao deputado lulista Jader Barbalho (PA), na reunião do PMDB, a tarefa de apontar o dedo para o senador gaúcho Pedro Simon e humilhar: “Sua candidatura de 2% é ridícula, caia na real”. "


Será que entendi mal? 100 anos de perdão?
Deixa eu voltar prá ilha............................

Brasileiros buscam título no Mundial do tango, enquanto argentinos se arriscam no choro

Rio - Os brasileiros vão às semifinais da Copa, mas sem qualquer esperança de título. Os vencedores, já se sabe, serão os argentinos. Não é mau agouro, mas um prognóstico sensato em se tratando do mundial de tango, que acontece em Buenos Aires, no mês de agosto. Os dois casais de brasileiros que irão representar o País serão conhecidos amanhã à noite no Garden Hall (Shopping Barra Garden), nas finais das cassificatórias que vêm acontecendo na cidade. O prêmio é justamente a participação nas semifinais em Buenos Aires, com passagens e estadia pagas pela organização.
Ao todo, a competição reúne 26 casais, 17 deles concorrendo na categoria tango de salão (o tango dançado na pista) e nove, na categoria tango cenário (o tango mais arrebatado, dançado em shows).
Em torno da classificatória haverá dezenas de brasileiros contagiados pelo ritmo, que freqüenta uma das mais de 100 academias do gênero espalhadas pelo território nacional. Uma turma que surgiu no Brasil nos anos 90, quando o bailarino Jaime Arôxa começou a levar alunos à capital portenha para aprenderem o tango na fonte.
“Levei muitos grupos e fui desbravador do tango noBrasil, mas esta é uma tendência mundial. Está se dançando muito tango no mundo inteiro, depois que a Argentina resolveu tratá-lo como produto de exportação e turismo, na década de 80” comenta Jaime, ao lado de sua partner, a bela Bianca Gonzalez, que tem mais de 60 alunos por aqui.
A popularidade do gênero poderá ser atestada na Copa do Mundo de Tango, que reunirá representantes de 50 países. O professor Ney Homero, responsável pela organização da etapa classificatória no Rio e proprietário do Bar do Tango, na Barra, analisa nossas chances. “Vai demorar para superarmos os argentinos nesse território, apesar de termos um dos melhores do mundo: Antônio Cervila. O problema é que ele mora em Buenos Aires há anos e dança tão bem que é considerado argentino pelos argentinos”, brinca Ney.


Fonte: O dia Online
Ganhar dos argentinos sempre é bom, imagine no Tango!
É a glória...

25 de maio de 2006

Miradouro de vidro no Grand Canyon

A MRJ Arquitectos está a projectar um miradouro de vidro no lado oeste do Grand Canyon, nos Estados Unidos da América, uma obra que ficará a mais de 1200 metros do chão, neste caso do rio Colorado que atravessa aquele desfiladeiro americano.



O intitulado «Skywalk», projecto que será o primeiro miradouro com estas características a estar situado a uma altura tão elevada, estará concluído no Verão de 2006, mas só abrirá ao público no final do ano.

Do projecto fazem ainda parte uma série de infraestruturas como um centro para visitantes com um mais de 1.800 metros quadrados e três andares, sendo que no rés do chão e primeiro andar ficará um museu, uma sala de projecçãode cinema, uma área VIP, uma loja de souvenirs, e ainda restaurantes e bares.

Um dos restaurantes ficará situado na extremidade do desfiladeiro e terá uma duas esplanadas, uma na cobertura e outra no solo. No segundo andar estarão situadas várias salas próprias para casamentos, reuniões, congressos ou eventos especiais.


Quanto ao miradouro, ele assemelha-se a uma ponte em forma de U, feita totalmente de vidro temperado (produzido pela Saint Gobain), com três metros de largura e 21 de comprimento, e com protectores de 1,5 metros de altura.

O equipamento será todo feito em vidro, incluindo a sua base (chão), cuja estrutura será feita de 41 peças de vidro laminado e curvo, para que se possam substituir caso fiquem riscadas e diminuam a visibilidade.

A construção arrancou em Fevereiro com a colocação de uma estrutura em aço e que servirá de base para o vidro do miradouro.

Recebido por e-mail da minha amiga Antonieta

21 de maio de 2006

Peça mais importante do vestuário nacional, o biquíni completa 60 anos de vida como senhora moderna

Rio - Uma senhora de 60 anos que continua moderna e é tão imprevisível quanto as ondas do mar. Desfila na areia com tantas curvas e as possibilidades de modelagem são tão infinitas para ela que, assim, mantém-se jovem. Nascida na França e criada no Brasil, ela é a peça (ou melhor, são duas) que mais representa o País mundo afora. Com vocês, o biquíni, homenageado pelo D Mulher às vésperas de completar seis décadas, em junho.
Regina Aragão, da Rygy, Cidinho Pereira, da Bumbum, e David Azulay, da Blue Man, criaram modelos exclusivos em homenagem ao aniversário. Cidinho, 60 anos, inventou o inesquecível asa-delta: “Nos anos 80, reparei que as brasileiras estavam sendo influenciadas pelas americanas e amarravam o sutiã na calcinha do biquíni. Aí, comecei a puxar a calcinha para o alto. Assim surgiu o asa-delta. Eu que inventei o nome”, gaba-se.Regina Aragão também vasculhou os baús e repetiu um modelo que fez há 25 anos, com calcinha grande e força no romantismo: “É igual ao usado por Brigitte Bardot, a primeira a vestir um duas-peças, em 1956”.
A história de Azulay também se confunde com a história do biquíni. Nos anos 70, ele lançou o de lacinho em jeans, tecido que até hoje usa em suas coleções.
“Não tinha elasticidade e a parte de baixo não passava dos quadris. A solução foi cortar até chegar ao biquíni de lacinho”, lembra. “Já a tanga, Rose Di Primo diz que foi ela quem inventou e eu acredito, porque era garota de praia e a mãe, modelista. Aliás, o primeiro biquíni do Brasil publicado no exterior, no ‘The Sun’, era meu, com a manchete: ‘Depois de Carmen Miranda, café e Pelé, o Brasil tem a tanga’”.


E viva o biquíni...







E viva o Brasil!!!!!!

Caruaru registra tremor de quatro graus

A cidade de Caruaru, no interior de Pernambuco, registrou nesta madrugada um tremor de terra de 4 graus na escala Richter. Por volta de 1h30, a terra tremeu na cidade agrestina e assustou os moradores. Não houve registro, no entato, de ocorrência. Esse é o maior tremor já registrado na cidade, desde 1970, quando atingiu 3,9 graus. As informações são do Jornal do Comércio.

Este foi o segundo abalo da semana. Na última quarta-feira, a terra tremeu a 2,8 graus na escala Richter.

Caruaru registra uma média de 500 tremores por mês, a grande maioria, imperceptível.

20 de maio de 2006

Fonte: UOL Bichos

Ex-padre se converte ao candomblé

Escândalo Família do sacerdote baiano o interna em um spa e garante que ele foi dopado
Salvador
Agência Estado



Em mais uma aparição polêmica, o ex-padre José Pinto, expulso da Igreja Católica por causa de seu comportamento, anunciou na capital baiana que estava entrando para o candomblé. Ele chegou a fazer a iniciação da religião, com a limpeza do corpo, a raspagem da cabeça e sobrancelhas. O religioso se deixou fotografar pelo jornal 'A Tarde' e apareceu na edição de anteontem careca, de brincos e usando batom vermelho. Após a repercussão da notícia, familiares e amigos levaram Pinto para um spa (para ser desintoxicado), negaram que ele esteja trocando o catolicismo pelo candomblé, disseram que o ex-padre foi 'dopado', e manifestaram a intenção de processar os 'responsáveis' pelo descaminho do religioso.
De acordo com Dermeval Silva, amigo de Pinto e que o ajuda a organizar seu atelier de artes, os parentes do ex-padre ficaram 'escandalizados' quando leram a notícia da conversão dele ao culto afro. 'Foram alguns amigos que resolveram levar padre Pinto a um terreiro (o Ilê Axé Ominidê) com o intuito dele entrar em contato com o candomblé, tema de muitos dos seus quadros', contou.
Lá o ex-padre teria sido convencido a se tornar primeiro filho e depois pai-de-santo. 'Ele foi dopado para ser submetido àquilo', garantiu Silva. Pinto chegou a declarar que, como a igreja o expulsou, descobriu sua 'vocação' para pai-de-santo. 'Soube até que meu orixá é Oxum', disse na ocasião. Mas tudo não passaria de efeito do 'dopping' de acordo com Silva. 'Ele não está mais pensando em voltar para a Igreja Católica, mas essa história de se tornar pai-de-santo não existe', garantiu Silva, que está organizando uma exposição com os quadros do ex-padre, com abertura em dia 15 de junho no Memorial da Câmara Municipal de Salvador. Pinto passou a incomodar a Arquidiocese de Salvador quando fantasiou-se de orixá, índio e rei mago na Festa da Igreja da Lapinha, no centro histórico de Salvador, em janeiro. Após ser admoestado pela Arquidiocese, reagiu, foi punido e passou a criticar insistentemente o cardeal-arcebispo Geraldo Majella Agnelo, até que foi expulso da igreja católica.


19 de maio de 2006

Recado de um dos maiores botafoguenses, Roberto Porto.


Contagem regressiva para o evento do ano no Botafogo. O "Feijão no Fogão" acontece amanhã, em General Severiano. Vários ex-jogadores e artistas botagoguenses já confirmaram presença.

O grande homenageado da festa é o craque Jairzinho, o Furacão da Copa de 70 que terá sua camisa imortalizada em uma réplica da que ele usava quando jogou pelo Botafogo.
O ídolo alvinegro atuou pelo Botafogo de 1962 a 1974 e em 1981. Jogou 413 partidas e marcou 186 gols. Foi bicampeão Carioca e da Taça Gauanabara (1967-68); da Taça Brasil (1968) e do Torneio Rio-São Paulo (1964 e 66).

Quem comparecer verá, em primeira mão, o novo uniforme dos jogadores e a nova coleção feminina. Tudo apresentado por lindas modelos e atletas do clube. São esperados mais de 1.000 torcedores. (foto do site oficial do Botafogo)

Para que os convidados sintam-se mais à vontade, o "Feijão no Fogão" dessa vez será realizado em quatro ambientes:
a) no "lounge", o torcedor poderá assistir a vídeos sobre o Botafogo e reviver grandes emoções
b) no Salão Nobre acontecerá o ponto alto do evento, o desfile
c) na Sala de Troféus, como de costume, o torcedor poderá degustar a feijoada embalado por uma roda de samba
d) a novidade é o terraço, um ambiente ao ar livre com som e mesas

Tive a grata notícia de saber que 200 livros "Botafogo: 101 Anos de Histórias, Mitos e Superstições", da Editora Revan, estarão disponíveis na Fogão Shop, para todos os torcedores, ao preço especial de R$72,00.
Quem desejar o livro autografado, pode me procurar em um dos quatro ambientes, que estarei pronto a atendê-los, com o maior prazer.

Se você ainda não garantiu a sua camiseta-ingresso, não perca tempo! Os preços baixaram.
Torcedor: R$60,00
Sócio-torcedor: R$55,00
Sócio: R$50,00
Dependente: R$40,00
Crianças de 10 a 15 anos: R$25,00

Saudações Botafoguenses,
Roberto Porto
portoroberto@uol.com.br
posted by Blog do Roberto Porto 5/18/2006



Todos botafoguenses da minha família estão no livro do Roberto Porto.
Uma honra!

São os deuses, advogados?

"OAB não aceita advogados revistados
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, declarou que a ética do advogado é mais forte que a fidelidade ao cliente, ao comentar o envolvimento de advogados com o crime organizado. Disse ainda que a OAB não irá criar empecilho à fiscalização dos advogados nos presídios, mas rechaçou a possibilidade de os advogados serem submetidos a revista manual. “Se isso fosse aceito, seria o mesmo que tratar um advogado como marginal, como se fosse ele o responsável por toda comunicação indevida que existe, hoje, entre os detentos e o mundo exterior”. " Fonte: Claudio Humberto



E eu que sou monitorado quando entro em um Banco, no Aeroporto, sempre rodeado de câmeras de vídeo onde vou... Revistado, junto com meus filhos de 9 e 11 anos, na entrada do Maracanã em dia de jogo...
Será que sou um perigoso criminoso, só porque não sou advogado? Quem tem o maior interesse em manter contato com seu cliente a qualquer momento é o... advogado!
Data vênia, eles são "deuses", estão acima do bem e do mal.




O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO:
Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

É longo mas vale a pena acessar o site da OAB-SP para relembrar conceitos primários de cidadania. É só clicar no texto.

17 de maio de 2006

Esse é o meu Rio!

Mãe reconheceu outro corpo como sendo o do filho sumido e o enterrou no jazigo da família.
O vivo tem atestado de óbito.
Foi descoberto um esquema de defuntos, chefiados por uma Vovó, aqui no Rio.
Acessem O Dia que entenderão melhor o País dos espertos em que vivemos.

Um exemplo a ser seguido por todo o Brasil

Gabriel Chalita, secretário da Educação do Estado de São Paulo, acaba de nos dar uma injeção de ânimo ao relatar as medidas que vêm sendo tomadas para melhorar a qualidade do ensino em São Paulo. Não se trata de intenções ou de propostas para discussão. Nem tampouco de medidas que dependem do assembleismo que discute muito e realiza pouco.

Sinceramente, andava sem esperanças, especialmente, depois de ler os relatórios de avaliação do Ministério da Educação que, mostrando adolescentes com sete ou oito anos de escola, não conseguem entender o que lêem e não dominam as operações da aritmética elementar.

Na mesma linha, a Unesco publicou um relatório indicando que o Brasil está muito mal em matéria de qualidade de ensino. 'Frequentar a escola é importante, mas não o suficiente, diz o documento. É preciso que as escolas ofereçam educação de qualidade, capaz de formar cidadãos autônomos com habilidades para enfrentar sociedades baseadas no conhecimento. Em suma, a qualidade é o coração da educação´ (Relatório Unesco, 2005).

Os dados trazidos pelo professor Chalita vão na direção da esperança. Eles mostram as ações do governo de São Paulo voltadas para melhorar a qualidade do ensino. Dentre elas, têm destaque: 1) as bolsas de estudo no valor de R$ 720,00 para os professores realizarem cursos de mestrado porque todo ele tem diploma universitário, o que é um grande feito no Brasil; 2) o pagamento de 50% do preço para adquirirem seu computador pessoal; 3) equipamento de todas as escolas da rede pública com recursos da informática com amplo acesso aos alunos.

Inúmeros resultados positivos foram citados pelo secretário. O que mais me impressionou é o da evasão escolar da primeira à quarta série que, em São Paulo, é de apenas 1%. Isso prova que as crianças são matriculadas e completam a escola (Gabriel Chalita, 'Revolução sob Impasse´, Estado, 23/11/2004).

A prioridade escolhida foi a do ensino médio, o que faz todo o sentido em um Estado como São Paulo onde, há vários anos, matriculam-se todas as crianças no ensino fundamental. Bem diferente é a estratégia do governo federal que, apesar da grave situação do ensino médio, concentra a maior parte dos recursos nas universidades.

A sociedade moderna não dá espaço para pessoas deseducadas ou mal preparadas. As exigências da cidadania e do mercado de trabalho são crescentes. Só com uma educação de boa qualidade se consegue formar seres humanos que conduzam bem suas vidas e contribuem para o progresso econômico e social da nação.

Anne Jullema, representante da Unesco na campanha pela melhoria da qualidade do ensino é enfática: 'é preciso ter seriedade no trato da educação. Se quisermos ajudar a montar escolas de qualidade é preciso levar em conta a necessidade de qualificar professores e de, em muitos lugares, pagá-los melhor´. Essa é a principal prioridade. Não há boa escola sem bons professores. É a lição do bom senso que, oxalá venha a ser adotada em todo o Brasil.

Excelente propositura de nosso secretário Gabriel Chalita. Parabéns!

Antônio Ermírio de Moraes, escrito em 28/11/2004
Sessão nostalgia....
Um artigo de um Brasileiro que tenho muito respeito e admiração.


Resposta ao Tempo
Nana Caymmi
Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos



Batidas na porta da frente é o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento
Mas fico sem jeito, calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar e eu não sei
Um dia azul de verão, sinto o vento
Há folhas no meu coração é o tempo
Recordo um amor que perdi, ele ri
Diz que somos iguais, seu eu notei
Pois não sabe ficar e eu também não sei
E gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro sozinhos
Respondo que ele aprisiona, eu liberto
Que ele adormece as paixões, eu desperto
E o tempo se rói com inve.........ja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder me esquecer
No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer

16 de maio de 2006

Nilton Santos faz 81 anos para a alegria do futebol

No dia 16 de maio de 1925 nasceu Nilton Santos, um jogador que escreveu nos gramados uma da mais belas histórias de amor ao Botafogo. Talvez o apelido “Enciclopédia do Futebol” traduza a dimensão do que representou Nilton Santos, considerado o maior lateral- esquerdo de todos os tempos.

Ele também nos remete aos áureos tempos de uma geração que realmente tinha amor ao clube do coração. Ele começou e terminou sua carreira no Botafogo. O caso de amor é eterno e Nilton Santos é figura constante nas partidas do Alvinegro. Durante 17 anos de carreira, ele só teve coragem de vestir uma única camisa que não fosse a do Botafogo: a do Brasil.

Em 1998, Nilton Santos recebeu mais uma prova do seu prestígio. Na ocasião, representantes da imprensa de diversos países o escalaram numa seleção composta pelos maiores jogadores da história. Bicampeão mundial defendendo a Seleção Brasileira em 58/62 e tetra carioca com a camisa alvinegra, Nilton Santos foi um revolucionário.

Foi a inspiração para uma nova concepção da função de lateral. Habilidoso e ousado levou os técnicos adversários à loucura, pois na época era regra lateral não ultrapassar o meio-de-campo. Com 719 partidas pelo Botafogo e 82 pelo Brasil, Nilton Santos reinventou a prática do futebol, que será eternamente grato ao seu talento. Parabéns, pelos 81 anos, Enciclopédia!




15 de maio de 2006

Amigo da onça, uma idéia?

O Cruzeiro - 30 de julho de 1960


O famoso personagem foi criado pelo cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão, em 1943, e publicado de 23 de outubro de 1943 a 3 de fevereiro de 1962. Os diretores da revista O Cruzeiro queriam criar um personagem fixo e já tinham até o nome, adaptado de uma famosa anedota.

Dois caçadores conversam em seu acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com meu facão.
- E se você estivesse sem o facão?
- Apanhava um pedaço de pau?
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvore mais próxima!
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Péricles morreu de forma trágica. Na noite de 31 de dezembro de 1961, ele escreveu 2 bilhetes, reclamando da solidão, fechou todas as portas do seu apartamento e ligou o gás. Antes, o último gesto do criador do Amigo da Onça foi colocar um aviso na porta, escrito à mão: "Não risquem fósforos".

13 de maio de 2006

Solidariedade à Gusta, do Reaja Brasil...



A Gusta, no Reaja Brasil está fazendo a sua parte. Outros também, sabemos.
Minha preocupação é: Será que estamos fazendo na medida certa a nossa, divulgando em todos os níveis as realidades do governo e os caminhos que o Brasil está sendo conduzido?
Acho que ainda somos tímidos... Não alcançamos vários segmentos.


Pedaço da selva para europeu ver

CÓPIA - Museu de Barcelona reproduziu o ambiente da ilha do Combu na Europa moldando formato das árvores com resina e fibra de vidro


Muitos paraenses não sabem, mas desde setembro de 2004 um pedaço da Amazônia, mais especificamente da ilha do Combu, está em exposição permanente no Museu de Ciências de Barcelona, uma das capitais culturais da Europa. Numa espécie de redoma de vidro foi montado um ecossistema que reproduz com fidelidade o solo, o clima e até animais que vivem numa parte da floresta tropical inundada.
Engana-se, porém, quem pensa que os pesquisadoras espanhóis traficaram animais e plantas indiscriminadamente para o museu. Por meio de complexo processo de modelagem “cópias” das árvores foram obtidas em fibra de vidro e remontados em Barcelona.
Quem viveu de perto todas as etapas dessa experiência única foi o geólogo José Francisco Ramos, professor aposentado do Centro de Geociências da UFPA. Ele conta que em março de 2001, Jorge Wagensberg, diretor do Museu de Ciências de Barcelona, mantido pela Fundação La Caixa, esteve no Pará em busca de um local que mostrasse a floresta inundada. ”Ele já tinha passado por florestas da Guiana Francesa, mas se apaixonou por aquele pedaço de terra do Combu. Em setembro de 2001 ele retornou para fotografar a área e, em novembro do mesmo ano, chegou uma equipe de cinco pesquisadores a Belém, que se dirigiram imediatamente para a ilha.
Por ter na época um barco e um pequeno sítio na ilha do Combu, José Francisco foi escolhido para auxiliar o projeto.
Ao chegar no local escolhido, os pesquisadores recrutaram mão de obra local e escolheram várias árvores nativas para dar início ao trabalho. O primeiro passo foi passar no tronco das árvores uma espécie de resina fina que capta com fidelidade todos os detalhes da superfície das árvores.
Por cima da resina, eram aplicadas camadas de fibra de vidro que fixaram a forma e detalhes das árvores. Após terem secado, os moldes eram cuidadosamente cortados em pedaços , que seguiram em contêineres para a Espanha. “ É bom ressaltar que todo o trabalho foi realizado com licença do Ibama e apoio do Museu Paraense Emílio Goeldi”, diz.


Uma grande obra de engenharia

Os pesquisadores levaram dois anos e nove meses para reproduzir aquele pedaço de terra do Combu em Barcelona. “Na verdade a montagem da exposição foi uma autênitica obra de engenharia civil”, conta Ramos.
Vegetação nativa da região foi levada “in natura” pelos espanhóis e inseridas na exposição. O pedaço da Amazônia é permanente e ocupa uma ala inteira do Museu de Barcelona. Dentro da cúpula de vidro foi reproduzido o clima da Floresta Tropical, com temperatura e umidade controlados para não comprometer as plantas e os peixes que vivem no local. Os visitantes podem inclusive caminhar dentro do espaço, sentindo as sensações de um espaço amazônico. O pesquisador não tem idéia do custo da empreitada, mas diz que “apenas a etapa de campo consumiu quase US$ 1 milhão”.
Ramos conta que a lição mais importante que ficou de todo o projeto foi a aula de cidadania dada pela entidade mantenedora do museu espanhol, que investiu pesado para reproduzir um espaço desconhecido para a maioria dos espanhóis. “ Os países da Europa querem que suas populações tenham informação de qualidade sobre assuntos estranhos ao seu cotidiano. É a velha máxima: quem não conhece, não valoriza”.




E os gringos continuam se deslumbrando com a nossa Amazônia...
Ainda bem que tem algumas pessoas que não tomam conhecimento das coisas.
Seria um perigo, criariam embaraços e estragariam tudo com suas comparações futebolísticas...

Acabou a escravidão?


LEI Nº 3.353, DE 13 DE MAIO DE 1888.

Declara extinta a escravidão no Brasil.
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1°: É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil.
Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nella se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império.
Princeza Imperial Regente.
Rodrigo Augusto da Silva
Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sanccionar, declarando extincta a escravidão no Brazil, como nella se declara.
Para Vossa Alteza Imperial ver.
Chancellaria-mór do Império.- Antonio Ferreira Vianna.
Transitou em 13 de Maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque
______________________________________________
FONTE: BRASIL. Leis, etc. Collecção das leis do Imperio do Brazil de 1810. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1891. v. I, p.228.
A Lei Áurea tem esse nome porque, no ato da assinatura, a filha do Imperador Dom Pedro II, Princesa Isabel (1846-1921), elege a data do aniversário de seu bisavô Dom João VI 13 de Maio para sancionar a redação que aboliu a escravatura no Brasil.
Precedida pela Lei do Ventre Livre de 28 de Setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas, foi a formalização desse ato no dia 13 de maio de 1888 que finalmente deu por fim a qualquer exploração da mão-de-obra escrava no Brasil. Ambas as leis foram aprovadas por Isabel quando o pai dela estava na Europa. Pela segunda ela foi premiada com a comenda Rosa de Ouro pelo Papa Leão XIII.

12 de maio de 2006

Parabéns, Jamelão...

Jamelão, pseudônimo de José Bispo Clementino dos Santos (nasceu no dia 12 de maio de 1913, no Rio de Janeiro). Cantor. Compositor. Nascido no bairro de São Cristóvão, começou a ganhar a vida aos nove anos como pequeno jornaleiro. Ganhou o apelido de Jamelão na gafieira Jardim do Meyer, um dos muitos endereços de seu aprendizado de crooner. Foi levado à Mangueira pelo lendário compositor Gradim, amigo de Cartola e Carlos Cachaça, apesar de ter iniciado a trajetória de sambista acompanhando a mãe, Dona Benvinda, que saía na Escola Deixa Malhar, no Engenho Novo. Trabalhou como operário antes de começar a cantar em gafieiras.




"Seu Jamelão, posso lhe dar um beijo na bochecha?"
De uma fã, na saída do show do Canecão, no Rio, para o cantor Jamelão (citada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo)
"Não! Não sei onde você andou com essa boca!"
Jamelão, o cantor mangueirense conhecido pelo mau humor

"Há quem goste das magras e há quem goste das gordas. Eu gosto de todas."
Jamelão, sobre Gisele Bündchen - Revista Veja, 2 de julho de 2005

"Não sou puxador. Não puxo carro, não puxo droga, nem puxo saco de ninguém. Eu sou é intérprete de samba-enredo!"
Declaração de Jamelão que fez com que os intérpretes das escolas de samba deixassem de ser denominados "puxadores"

“Já vivi muito, estou no lucro. Quero é que o mundo acabe em melado para eu morrer doce”
Jamelão, 91 anos, puxador de samba da Mangueira
Fonte: Revista Isto É! de 28/12/2005

Fonte: Wikipédia
Uma noite, quando estava há vários anos residindo fora do Rio, fui ao Café Nice com amigos para um choppinho depois do trabalho e resolvi dançar.
O crooner tinha uma voz marcante e me lembrava alguém. Conversando com a dançarina falei que ele parecia com o Jamelão e ela, rindo, me disse para suspender a bebida porque era o próprio.
Foi uma grande satisfação dançar ao som de Jamelão, ao vivo.

11 de maio de 2006

Bolívia e Acre, polêmica antiga.

A ocupação territorial acreana é uma questão antiga, que deverá se arrastar ainda por muito tempo?
É preciso ver a conformação da ocupação primária da região acreana. O último limite aceito pelas nações era a denominada linha Cunha Gomes, que hoje seria o limite do Acre, mas que já foi retificado pela decisão do STF. Ao invés de ser uma poligonal reta, passou a ser uma poligonal quebrada com seus marcos implantados pelo IBGE.

Essa linha imaginária era o limite virtual entre o Brasil, a Bolívia e o Peru?
Sim. Essa era uma região desconhecida que os bolivianos denominavam “tierras no descubiertas”, mas abaixo da linha Cunha Gomes existiam brasileiros. A rigor, em 1895, a diplomacia brasileira abriu mão desse espaço territorial ao admitir a linha Cunha Gomes. Tanto é verdade que os bolivianos vieram instalar sua alfândega em Puerto Alonso, onde hoje é Porto Acre. Em todos os tratados para resolver questões de fronteiras, a diplomacia adotava o princípio “uti possidetis”, isto é, a ocupação primária. Como essa região foi ocupada primeiramente por brasileiros, deveria ter sido declarada como região brasileira, e não boliviana ou peruana. Aí começa a história do Acre com a revolução liderada por Plácido de Castro.

O senhor então faz coro com aqueles que consideram que a diplomacia brasileira, espelhada no Barão do Rio Branco, vacilou em relação à questão do Acre?
Claro. Os doutrinadores, e mesmo aqui no Acre, costumam dizer que o Acre foi comprado da Bolívia. Não houve compra porque nações não adquirem território por compra. O que aconteceu foi uma compensação financeira porque, na hora em que a Bolívia foi ceder a região abaixo da linha Cunha Gomes, havia uma permuta de território envolvendo terras no Mato Grosso. Não havia equivalência de territórios e então o Brasil fez uma indenização para que a Bolívia ficasse no mesmo status de permuta de território. Na verdade, o Brasil indenizou algo indevidamente porque a região já era brasileira. Fomos condescendentes demais com os bolivianos, pois o território era nosso pelo princípio “uti possidetis”.

É verdade que os bolivianos até hoje são descontentes com o destino do Acre?
Claro. Até hoje eles sonham com o retorno da região acreana à Bolívia. Os estudantes bolivianos aprendem desde cedo que essa é uma terra que lhes pertence. A Bolívia nos deu um golpe na época como se fosse grileira de terras, pois negociou terras que na verdade pertenciam ao Peru. Os brasileiros pagaram aos bolivianos por terras que na verdade pertenciam aos peruanos. Plácido de Castro e os líderes das revoltas que o antecederam queriam incorporar a terra acreana ao Brasil sem qualquer pagamento, baseados no princípio “uti possidetis”.


Trecho de um entrevista de 2003 feita por Altino Machado com Antônio Carlos Carbone para o Página 20, 'o primeiro jornal acreano na internet'.

O advogado Antônio Carlos Carbone, 52, é autor de um alentado estudo sobre a definição dos limites internos da Amazônia Ocidental, que envolve os Estados do Acre, Amazonas e Rondônia.

10 de maio de 2006

Recebi e repasso...

Suzane von Richthofen consultando o advogado:
- Eu tenho alguma chance de ser absolvida?.
- Só se for julgada pelo Congresso Nacional.

OURO BRANCO


Delicada e caríssima, a flor do sal é o crème de la crème dos condimentos e confere um toque sublime à finalização das receitas
Por Cristiana Menichelli
Foto Mõnica Varella


Ela é uma preciosidade cobiçada por chefs de cozinha e gourmets dos quatro cantos do mundo. Um presente raro da natureza. A flor do sal é fruto de uma harmoniosa associação entre a água do mar, o sol e o vento. Essa fina película que se deposita na superfície das salinas possui sabor distinto e perfume suave de violeta. Cabe ao homem colher cuidadosamente os cristais desse ouro branco.
Sua aplicação na cozinha como toque final tem o dom de valorizar divinamente o gosto da comida. Mas não são apenas os pratos salgados que ganham com seu uso. Cozinheiros mais ousados andam explorando a antiga parceria do açúcar com o sal, dessa vez utilizando as propriedades delicadas da flor do sal. O desejado ingrediente deu origem a deliciosas receitas, entre elas a de trufas de chocolate meio amargo e caramelo, que já faz sucesso nos Estados Unidos.
Algumas das salinas mais famosas estão na França. A região de Guérande, na Bretanha, na costa atlântica do noroeste francês, destaca-se mundialmente pela excelência da flor do sal que produz. O produto é coletado por artesãos chamados paludiers. Eles seguem o método tradicional de extração, uma técnica desenvolvida pelos povos celtas há cerca de 2 000 anos. "Varrem" a especialidade do topo dos montes de sal com um ancinho especial. A coleta é diária e realizada durante o verão, quando as condições meteorológicas são mais favoráveis à cristalização do sal por meio da evaporação.
Camargue, no litoral mediterrâneo da França, também oferece os raros cristais. Portugal é outro produtor de prestígio. As peças, isto é, os reservatórios de água do mar que compõem as salinas, localizam-se na costa atlântica do Algarve. São necessários aproximadamente 80 quilos de sal marinho bruto para produzir 1 quilo dos caríssimos cristais de flor do sal, que chegam a custar quatro vezes mais que o sal marinho. Antes de secar completamente ao sol, a flor do sal apresenta uma coloração rosada, conseqüência do material, normalmente o barro, com que são construídos os tanques para abrigar a água salgada. O movimento desse líquido nas salinas ocorre em virtude da gravidade. À medida que secam, os cristais da flor do sal vão ganhando a brancura que lhes é peculiar. Sem sofrer qualquer tipo de processamento, são embalados diretamente depois da coleta. Fonte natural de potássio, cálcio, cobre, zinco, magnésio - elemento que não está presente no sal marinho industrializado -, a flor do sal é um artigo difícil de ser encontrado no Brasil. Atualmente há apenas uma distribuidora no mercado nacional, a carioca Nova Fazendinha, que importa o produto de Guérande. Em 2003, a Companhia das Ervas, especializada no cultivo de temperos e especiarias, começou a extrair a flor do sal das salinas de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Segundo a empresa, localizada no interior paulista, a relíquia será comercializada ainda neste ano.


Para o Garotinho ler e sonhar...

9 de maio de 2006

Reflexões



Já dizia uma retirante, dentro de um pau-de-arara:
"- Tú tá me usando, Zé?
- Ué, eu não.
- Intão tão..."

Lembrei do meu avô, que dizia:
"- Se você for se coçar e achar quatro bolas não pense que é o super-homem, é que você está sendo enrabado!"



Obrigado, prisidente...

8 de maio de 2006

Se for necessário desenham, mas me expliquem por favor.

07/04/2006 - 10h09
Montadoras batem recorde de exportação e produção no trimestre
da Folha Online

A indústria automobilística bateu novo recorde para produção e exportação de veículos nos primeiros três meses deste ano.
Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), no primeiro trimestre, foram produzidos 588.106 veículos, enquanto que no mesmo período de 2005 --último recorde registrado-- foram 543.949.
Os meses de janeiro e fevereiro já haviam registrado recorde de vendas.
Já as exportações somaram em março US$ 984,5 milhões. No ano, já foram exportados o equivalente a US$ 2,644 bilhões, contra US$ 2,384 bilhões dos primeiros três meses do ano passado.
O setor informa ter comercializado em março 156.788 veículos, o que significa um aumento de 22,6% em relação a fevereiro. Na comparação com março do ano passado, o crescimento nas vendas é de 4,9%.Só em março, a associação registra uma expansão de 12,8% sobre fevereiro na produção e de 1,1% sobre o mesmo mês do ano passado.

Projeções
Para 2006, a Anfavea espera um crescimento de 7,1% nas vendas para o mercado interno, que devem atingir 1,84 milhão de veículos. Para a produção, a projeção é de expansão de 4,5%, com 2,64 milhão de unidades.
A associação prevê um crescimento de 2,7% nas exportações, que devem totalizar US$ 11,5 bilhões."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/classificados/veiculos/ult1670u1693.shtml


8/5/2006 23:02:00
Ajuda ao setor automotivo

Governo estuda medidas de apoio financeiro à indústria para garantir exportação e emprego

BRASÍLIA - O governo federal estuda medidas para ajudar a indústria automobilística, segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao sair de uma reunião com dirigentes da Volkswagen. Na semana passada, a montadora alemã anunciou a disposição de eliminar até 6 mil postos de trabalho no Brasil, devido à desvalorização do dólar em relação ao real — o que coloca em risco as exportações.
Durante o encontro no Palácio do Planalto, o presidente da Volks, Hans-Christien Maergener, apresentou ao presidente Lula o plano de reestruturação da companhia. Na saída da reunião, Mantega descartou a hipótese de auxiliar uma ou outra empresa individualmente. Mas admitiu possível auxílio ao setor, de forma a não prejudicar as vendas de automóveis ao exterior, que tiveram queda de 10%, em abril.
Como justificativa para a necessidade de reduzir 25% dos postos de trabalho no País, a Volks alega que a queda do dólar frente ao real fará com que deixe de exportar 80 mil veículos para a Europa este ano. “Vamos estudar a situação da indústria automobilística geral, para que mantenha bom ritmo de produção e exportação”, declarou Mantega.
O ministro não disse, porém, que tipo de iniciativas o governo pretende tomar. Ao ser perguntado sobre a possível redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) — como já sugeriu o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, tendo aumento do imposto sobre a gasolina como forma de compensar a perda de arrecadação —, Mantega encerrou: “Não estou preparado para mexer no IPI”. Fonte: ttp://odia.terra.com.br/economia/htm/geral_34889.asp


E agora, José?

Foguete brasileiro deve ser lançado amanhã na Suécia


O foguete suborbital brasileiro VSB 30 deve ser lançado nesta terça-feira (09), a 1h15, no campo de Esrange, em Kiruna (Suécia). O lançamento, previsto para esta segunda-feira (08), foi adiado por causa do mau tempo, segundo o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), João Azevedo. 'Por causa de fortes ventos, acima do limite ideal, o lançamento não pôde acontecer'.
O foguete carregará quatro experimentos científicos da Agência Espacial Européia (ESA) para serem testados. As pesquisas fazem parte de um convênio firmado entre a (AEB) e a Agência Espacial Alemã DLR/Moraba.
O VSB 30 é um veículo de sondagem para fazer experimentos em alta atmosfera, sendo preciso baixa gravidade para realizá-los. Ele foi desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), pesa cerca de 2,6 toneladas, tem 12,8 metros e pode transportar 407 quilos de carga útil.
Esta é a terceira vez que o foguete brasileiro vai ser lançado. A primeira foi no final de 2004, no Brasil, e a segunda, no ano passado, quando também foi lançado na Suécia, pela DLR/Moraba.
'O Brasil exporta material primário, como soja, café e aço, e agora estamos exportando um produto de alto valor agregado, que é um produto aeroespacial. É um marco para o país', ressaltou Azevedo.
A previsão é que o vôo dure em torno de oito minutos, gerando aproximadamente seis minutos de condições para a realização dos experimentos em baixa gravidade. Cerca de 13 engenheiros e técnicos brasileiros especializados em mecânica e eletrônica participam da montagem e integração do foguete para o lançamento.




Бразилия выполнила первый успешный запуск космической ракеты, передает агентство Associated Press. Как сообщили в исследовательском отделе бразильских военно-воздушных сил, двуступенчатая ракета VSB-30 (Brazilian Exploration Vehicle) стартовала в субботу 23 октября с космодрома Алькантара.
Первые три попытки Бразилии вывести ракеты в космос завершились неудачно. В 1997 году ракета упала в Атлантический океан вскоре после старта. Двумя годами позже центру управления полетами пришлось взорвать ракету после запуска, поскольку она отклонилась от заданного курса.
Наконец, в августе прошлого года ракета с двумя исследовательскими спутниками на борту взорвалась на стартовой платформе за три дня до запланированного запуска. В результате аварии погиб 21 сотрудник Бразильского космического агентства.
Ракета VSB-30 может брать на борт около 400 килограммов груза и подниматься на высоту до 250 километров. Бразилия планирует использовать ее для развития собственной космической программы и поставлять на экспорт. Ожидается, что Европейское космическое агентство закупит VSB-30 на замену британским ракетам такого же класса Skylark.
Источник: Lenta.Ru


Quem não lê, não tem assessores e não tem ABIN não adianta ser 'ético'....
Comeu mosca, nosso 'ético'.

O Cruzeiro - 10 de novembro de 1928

A Éra das Forças Hydraulicas







Anno 2000.


A população do Brasil attingiu 200 milhões de pessoas a precisarem de energia para as suas multiplas actividades: compreende-se como essa necessidade levou ao aproveitamento das forças hydraulicas. Lentamente, medrosamente, a principio, essa utilização de energia se foi, depois, aos poucos accelerando. No anno 2000 já estão longe os tempos em que ainda se importavam carvão e petroleo! Esses recursos primitivos, condemnados pelo progresso da technica, foram desapparecendo, passando a constituir apenas uma recordação historica.

Os 50 milhões de cavallos-vapor de energia hydro-electrica, utilizados no Brasil, no anno 2000, equivalendo ao trabalho mecanico de 600 milhões de homens, a população brasileira, do ponto de vista energetico, é então computavel em 800 milhões. Nessas condições, não admira que sejam enfrentados e convenientemente resolvidos os problemas da producção. As questões nacionaes são, então, estudadas por gente competente, tendo acabado, ha muito, a influencia dos politicos profissionaes. A Natureza, dia a dia dominada, é cada vez mais perfeitamente aproveitada. A luta do homem para o progresso passou a ser travada especialmente nos laboratorios de pesquisa. Ahi é que perscrutam, pacientemente, os segredos da Natureza, e dahi é que saem os processos, cada vez mais aperfeiçoados, de dominio da energia cosmica. Como estamos longe dos tempos em que nem havia Universidade no Brasil, a nao ser umas instituições de fachada, formadas por escolas exclusivamente para ensino profissional, e onde a pesquisa scientifica não se podia fazer!

Todas as actividades industriaes foram avassaladas pela energia electrica. São as industrias electro-chimicas, num desdobramento maravilhoso; é a electro-metallurgia; é, ainda, a energia para tudo. As distancias desappareceram, por assim dizer, desde que se resolveu o problema de irradiação da energia.

Lembram-se todos como começou a ser resolvida essa questão. Foi, a principio, a radio-telephonia, logo seguida da radio-photographia. Pouco depois, irradiava-se energia pra fins industriaes, e os motores electricos com energia irradiada se installaram em todos os vehiculos: bondes, trens, automoveis, aeroplanos, navios; e em todas as fabricas; e em todos os logares onde a energia se faz precisa. O problema da distribuição da energia passou, desde então, a ser uma questão definitivamente resolvida.

Transformara-se, com isso, a vida, que Nietzsche affirmou ser, essencialmente, uma aspiração á maior somma de poder, numa vontade que permanece, intima e profunda, em todo ser vivo. A luta pela existencia, pelo poder, pela preponderancia, com a nova forma de distribuição de energia passara a ser uma luta pela posse da energia electrica. A importancia dos povos se alterara, sendo regida a sua classificação pelo valor das reservas em forças hydraulicas.

É assim que o 1° lugar passara a ser da Africa, com os seus 190 milhões de cavallos-vapor hydro-electricos. Em 2° logar vinha a Asia, com 71 milhões. A America do Norte, com 62 milhões, ficara em 3° logar, e a America do Sul em 4° logar, com 60 milhoes de cavallos-vapor hydro-electricos, dos quase 50 cabendo ao Brasil. A Europa, com 45 milhões de cavallos, ficara tendo atrás de si unicamente a Oceania, com 17 milhões.

Cabia agora o dominio aos povos que dispunham de maior somma de energia hydro-electrica. Passara o tempo do imperialismo do carvão e do petroleo, e chegara a era da energia electrica. Os 445 milhões de cavallos-vapor, em que se orçara a energia total das forças hydraulicas da Terra, passaram a regular decisivamente a importancia relativa das 5 partes do mundo.

Ainda ha, no anno 2000, philosophos a indagarem se o progresso existe, affirmando que o que interessa não é poder ser enviado o pensamento á volta da terra, em alguns segundos, mas sim saber se esse pensamento é melhor, mais profundamente humano, mais justo. A vida, em todo caso, mudou completamente. Melhor? Peor? - É difficil sabe-lo. Mas, seguramente, é differente.


É a era da electricidade.

A differença entre a vida de então e a dos anteriores é alguma coisa como a differença hoje existente entre a vida dss grandes cidades e a do campo. O ambiente é outro. Outra é a organização da vida. Cada vez o homem se afasta mais da Natureza. Primeiro, liberta-se do dia e da noite. A luz artifical permitte-lhe a vida nocturna absolutamente igual á do dia; a luz solar não é mais reguladora dos habitos quotidianos. A vida em grandes aglomerações vae, aos poucos, deixando em todos os habitos a sua marca. As facilidades augmentam para tudo e os multiplos actos da vida se vão, lentamente mas constantemente, adaptando á nova ordem das coisas. O tempo se distribue de outro modo, e os affazeres são outros. Outros são, tambem, os divertimentos. Insensivelmente, as differenças se vão accentuando.

As viagens e os proprios passeios diminuiram muito, desde que, sem sair de casa, pode-se ver o que ha em qualquer parte da Terra: a televisão, juntada á telephonia, modificou radicalmente os habitos. Não ha necessidade de sair para fazer compras: vê-se, escolhe-se, encommenda-se tupo pelo telephone-televisor automatico. Não ha mais necessidade de viajar, para ver terras longinquas: é só ligar o receptor, e visita-se, commodamente, qualquer museu, ou qualquer paiz. Sómente os objectos devem ser transportados.

Na era da electricidade o rei dos metaes é o aluminio, retirado das argilas pela energia electrica. O aluminio supplantou, com as suas ligas, o ferro, pesado demais e facilmente oxydavel, e ainda substitui o papel, tão facilmente deterioravel. De aluminio são os livros. É em folhas de aluminio que se escreve.

A era da electricidade se caracteriza, essencialmente, pelo emprego da electricidade em todas as formas de energia. Energia luminosa: tudo se iluminna electricamente. Energia chimica: tudo deriva da electricidade. Energia thermica: tudo se aquece ou se resfria pela electricidade. Energia mecanica: tudo se movimenta pela electricidade.

Servindo para tudo, a energia electrica passa a ser a nova moeda. O ouro e as suas representações são formas obsoletas de medir valores. A moeda, no anno 2000, é, tambem, a energia electrica. Pagam-se as compras em kilowatts. Paga-se o trabalho en kilowatts.

A revolução trazida é principalmente nos habitos. Continúa a haver desigualdades sociaes. Ha ricos, possuidores de milhões de killowatts-horas, remediados, que têm alguns milhares de unidades de energia; e pobres, que dispõem apenas de algumas unidades. É verdade que não ha mais fome, desde a adopção do trabalho obrigatorio minimo, nas usinas distribuidoras de energia. Mas as questões sociaes continuam.

Muitos pretendem estender o dominio da actividade industrial do Estado. Parece-lhes insufficiente o monopolio governamental das usinas geradoras e distribuidoras de energia. Começou a questão a proposito da regularização do clima. Uma vez reservada para o Estado a faculdade de provocar as chuvas pela energia irradiada ás nuvens, determinando-lhes a condensação, pareceu a muitos que se deveriam ampliar ainda mais as horas de trabalho obrigatorio minimo, servir-se-ia melhor a colectividade minima do trabalho. Só haveria vantagens nisso.

Objectam, porém, alguns ser o caso das usinas de energia, evidentemente, especial. Da mesma forma, o da distribuição das chuvas, vantajosamente affecto ás autoridades, para beneficio geral. A Repartição das Chuvas, dispondo de todo o serviço official de estatistica, e em connexão com os demais repartições do Ministerio da Agricultura, é uma organização que se resolveu dever ser do Estado. Ampliar, porém, ainda mais os serviços governamentaes, numa socialização progressiva de todas as actividades, não merece as sympathias de um grupo numeroso. Já todos os homens e todas as mulheres, maiores de 18 annos, são obrigados a um serviço diario de 2 horas. Breve serão 3 horas. Onde se irá para nesse caminho? Invocam-se contra as idéias de socialização os velhos principios da liberdade individual. A questão está, assim, longe de ser resolvida. . . . .

Sonho? - Sim. Mas o sonho de hoje poderá ser, amanhã, realidade. Sabe-se lá até onde nos levará a evolução que hoje se processa tão acceleradamente? Como será a vida no anno 2000?

O que acharam do artigo visionário escrito há 78 anos?