29 de maio de 2005

Botafogo não vê ninguém na sua frente

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Alvinegro se reencontra bem com a torcida ao vencer o Atlético-PR por 2 a 0 na Arena da Ilha. Resultado garante equipe na liderança isolada com 15 pontos. Gols de Rafael Marques e Almir.

Li e discuti muito no início dos anos 70

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O Livro (Ed. Melhoramentos) - O autor procura provar a existência de outros seres inteligentes no universo, e através de achados arqueológicos, monumentos antigos, mapas e marcas intrigantes em solos rochosos, propõe que extraterrestres tenham trazidos grandes conhecimentos à Terra. Posteriormente escreveu outros livros, dando continuidade às suas idéias.

Conclusões atuais - Até um conceituado jornal inglês publicou, certa vez, uma série de artigos sob o título de “Eram os deuses astronautas?”, que mais tarde transformou-se num livro de sucesso. Erik von Däniken, o autor, parecia ser um pesquisador sério, porém algumas de suas afirmações não tinha fundamento algum. Däniken diz terem ocorrido contatos com extraterrestres muito antes dos tempos bíblicos. Segundo ele, as múmias não passariam de “viajantes do tempo”, conservadas por meio de técnicas transmitidas aos construtores das pirâmides pelos seres extraterrestres.
Só mesmo o colossal senso de oportunidade pode explicar o momento especialmente propício escolhido por Däniken para publicar, em 1968, seu livro. Naquele ano, a Nasa estava preparando a missão da Apolo 8 que iria circundar a Lua. Em dezembro, milhões de pessoas viram na televisão uma esfera azul: era a Terra contemplada a partir do espaço. Os olhos do mundo ainda estavam voltados para o céu quando o imaginoso escritor anunciou que os alienígenas vinham visitando a Terra havia milhões de anos. Mais: apresentou “provas”. As pirâmides do Egito, as marcas de Nazca nos Andes peruanos, os moias da Ilha de Páscoa e várias outras maravilhas do planeta eram, na realidade, obras dos visitantes espaciais – dos quais, aliás, seríamos descendentes, pois Däniken descobriu que a espécie humana surgiu do cruzamento, na pré-história, entre os ETs do sexo masculino e fêmeas de um certo tipo de primatas. Personagens bíblicas, como Noé e Moisés, também seriam astronautas.
Por incrível que pareça, muita gente levou a sério as “revelações” de Däniken. O escritor ficou bilionário. Em 1975, já havia escrito mais dois livros e vendido 31 milhões de exemplares no mundo inteiro. Com o tempo, os deuses-astronautas foram saindo de moda. Uma a uma, as hipóteses de Däniken foram refutadas pela cruel e chata realidade. Uma coluna de ferro em Nova Déli, supostamente à prova de corrosão, que ele afirmava ser um presente dos extraterrestres, acabou enferrujando. Arqueólogos mostraram que as Pirâmides poderiam ser construídas em vinte anos com 4 000 homens trabalhando com a tecnologia da época dos faraós. Testes semelhantes dirimiram as dúvidas sobre as estátuas de Páscoa e as marcas em Nazca. Os desenhos sobre pedra em Palenque, no México, supostamente representando um astronauta dentro de uma nave espacial, voltaram a ser o que sempre foram: um sacerdote maia, com um gorro de lã na cabeça. Não era um capacete.

Brasília também é a capital das piscinas!

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Área residencial ao Norte do Lago Paranoá.
IKONOS PSM de 2001-04-29 13:24. © Copyright SPACE IMAGING 2001.

27 de maio de 2005

Um lugar dourado

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Praia de Boa Viagem, Recife/PE, onde morei muitos anos.

23 de maio de 2005

Anaide Ferreira Marques (1928-2004)

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"A mãe é a melhor amiga quando problemas graves caem sobre nós, a adversidade substitui a prosperidade, amigos nos desertam. Seus conselhos dissipam as nuvens escuras e trazem a paz de volta a nossos corações."
Washington Irving (1783-1859), advogado, viajante e escritor americano.

16 de maio de 2005

História do bairro de Jacarepaguá

Até a metade do século XIX, a Baixada de Jacarepaguá podia ser considerada como subúrbio. Hoje ela surge integrada à Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao longo de todo esse período, destacam-se tanto a formação dos espaços de moradia quanto as transformações da paisagem rural, que vai adquirindo características urbanas sem, porém, perder de todo o charme e a beleza naturais.

A toponímia e a geomorfologia da Baixada de Jacarepaguá conservam ainda a memória do tempo em que a região era ocupada pelas tribos tupis, além da preservação de seus espécimes raros de fauna e vegetação. O próprio nome Jacarepaguá em tupi significa lagoa rasa dos jacarés, de yakaré + upá (lagoa) + guá (baixa, rasa). Mesmo nos locais mais densamente ocupados é registrada a presença de pássaros nativos como a rolinha, o beija-flor preto, as garças, o bem-te-vi, o sabiá-laranjeira ou a cambaxirra. O pombo doméstico, o pardal e o biquinho-de-lacre, trazidos com a colonização, estão adaptados e são numerosos. A região conta com áreas preservadas como, por exemplo, o Bosque da Freguesia.

A cultura do açúcar trouxe a construção de benfeitorias e capelas nos engenhos coloniais nos séculos XVI e XVII. As festas religiosas e procissões induziram a construção das numerosas igrejas e capelas, como a da Nossa Senhora do Loreto e a da Nossa Senhora da Pena, visitadas de quando em quando pela própria Imperatriz na época de D. Pedro II. Ainda hoje são elas marcos arquitetônicos do bairro.

Os elementos da arquitetura do passado de Jacarepaguá constituem hoje um patrimônio valioso da cidade do Rio de Janeiro. Exemplos desse passado tão presente são a sede do Engenho d'Água, na Cidade de Deus, com seu notável jogo de varandas, e o aqueduto do antigo Engenho Novo, hoje Colônia Juliano Moreira.

A partir do século XIX a região surgia como periferia da Corte, fato que gerou o aparecimento das grandes propriedades, onde o café florescia nas terras altas da Freguesia, Itanhangá e estrada velha de Jacarepaguá.

Entre os vários distritos de Jacarepaguá, destacamos o bairro da Freguesia, onde se situa o nosso campus. Ponto final de uma das duas linhas de bonde de Jacarepaguá, a Freguesia foi durante muito tempo conhecida como a antiga Porta d'Água: o nome designava um dos três rios que ali se encontram e acabaram por dar o nome a uma das estradas principais da localidade.

A influência da Freguesia se estendeu por uma área ampla e variada: a vizinhança do Engenho d'Água, pelo caminho do portinho da Gabinal, a Estrada dos Três Rios e as vertentes da serra do mesmo nome, a parte mais alta da Estrada do Pau Ferro, e a localidade do Anil, na Estrada Velha, que ligava a Freguesia ao Itanhangá, às ilhas das lagoas costeiras e às praias da Barra da Tijuca, esta última também chamada Restinga de Jacarepaguá.

Como em outros bairros da cidade, a extensão das linhas de bondes, eletrificados a partir de 1911, gerou crescimento econômico e populacional, favorecendo a formação de uma classe média do bairro. O processo do parcelamento das grandes propriedades, a procura do bairro de Jacarepaguá para abrigar numerosas clínicas e hospitais e o surgimento das residências foram contribuindo para as suas feições atuais.

É justamente a partir da segunda metade do século XX que se observa de que modo o "sertão" se transforma em bairro com características de Zona Sul, após a implantação das várias vias de acesso á região.

Fonte: VIANNA, Hélio. Baixada de Jacarepaguá: sertão e "Zona Sul". Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esporte: Departamento Geral de Patrimônio Cultural, 1992.

Orgulho Alvinegro... Parabéns!

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15 de maio de 2005

Na noite - Vera Cascaes

Já estavam quase saindo quando a outra chegou, cumprimentou uma delas com intimidade e sentou-se.
“Já vão sair? Ah, não...Agora que eu cheguei. Vocês não vão me deixar sozinha, né? Assim destreinada”.
“Mas por que sozinha? Onde está o Arnaldo?”, perguntou Anete.
“Anda não soubeste? Separamos mês passado”.
“Que pena...” Anete nem sabia o que dizer. Parecia uma virose, todo mundo separando ou querendo.
Laís entrou na conversa, torcendo as mãos. “Depois de quanto tempo?”
“Oito anos, minha filha. Uma vida”.
“Mas por que, gente? Ele tem outra? Estou passada e engomada!”
“Não. Quer dizer, eu acho que não. A gente não se dava bem, muita briga...”
“Mas ele não te maltratava, não é?”
“Não, imagina. Ele é um homem educado...”
“Mas ficaste bem na separação. Ele é mão de vaca? Tem uns...”
“Não, como não tivemos filhos. E ele ganha muito, muito bem...E eu trabalho, sempre trabalhei, né?”
“Claro, você é moça ainda. Vai encontrar uma boa pessoa. Ele ficou com o apartamento?”
“Ficou com o do Palais Rochelle. Ta morando lá. Eu fiquei com a casa do Lago Dourado, mas acho tão grande...”
Anete estava apenas assistindo a conversa.
“É, casa dá solidão, né?”, completou Laís.
“Falando nisso, ele já tem namorada? Homem costuma ser rápido”.
“Não, não tem. Logo depois ele foi fazer uma reciclagem no Texas, voltou semana passada”.
“Texas? Que chique. E você aqui...”
“Ele vai sempre. Coisas do trabalho”.
“O que ele faz, mesmo?”
“Importação de componentes eletrônicos”.
“Ah, fica fria, a solidão passa logo. Né, Anete?”
“Heim? Ah, claro. Mas, Laís, a gente até já pagou a conta. Temos que ir...”
“Tá bom, vamos. Bem, foi um prazer conversar com você...”
“Elisa...”, completou a recém chegada. “E você é...”
“Laís, prazer. A gente se vê. Boa sorte! Vamos Nete?”
“Vamos. Até mais Elisa”. As duas saíram e caminharam pela calçada até o estacionamento.
Anete interpelou a amiga. “Peraí, Laís...Eu até pensei que tu eras unha e carne com a Elisa. E nem conhecias... Aquele papo todo, ela não devia querer falar do casamento”.
“Que casamento, Nete? Eu queria era a ficha do ex. Partidão, minha filha, partidão”.
Anete parou, com as mãos nos quadris.“Como é que é? Tu estavas tomando informações do homem?”
“Claro, querida. Ninguém melhor para dar informações do que a ex. E olha que pelo jeito, ele é ótimo. Fecha a boca e entra no carro, antes que a gente seja assaltada!”
No caminho, Anete continuou a conversa.“Laís, eu pensei que já tinha visto tudo, mas tu és imbatível.”
“Olha, Nete, pára de frescura. Tudo isso só porque eu te disse que melhor que procurar um namorado em barzinho é ler o obituário do Liberal e ver se tem viúvo novo na praça... Grandes coisas... A gente tem que estar antenada, minha filha, ligadona,sacou ? Eu leio o Diário Oficial e fico sabendo das separações logo que elas ocorrem. Tem que procurar fruta perto do pé, no mercado está mais difícil, percebe? E geralmente eles têm caso, mas quando separam, largam o caso também... Aí, é só chegar perto”.
“E eu posso saber porque até hoje não funcionou?”, rebateu Nete, já irada.
“Como, não funcionou? E o Aurélio, o Tadeu, o Marivaldo e João Carlos? Dois casamentos e dois namoros longos”.
“Pelo amor de Deus!”
“Deixa Ele fora disso. A gente só deve chamar em casos mais difíceis”.
Anete acabou se calando. Afinal, não era uma idéia tão má.

Vera Cascaes é jornalista e tem uma coluna aos domingos em O Liberal. Imperdível, peguei o hábito quando morava lá e agora acompanho via Internet.

Saudades do Amapá

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Foto que tirei na casa de um conhecido em Porto Grande-AP, que o IBAMA não veja...

Saudades de Belém

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Tive o prazer de saborear com várias Cerpinhas e o Velho Natu, of course...

13 de maio de 2005

Lenda e realidade se confundem...

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Elida Braz clicada por Walda Marques em Ritratti, O Liberal, é a prova viva da lenda. O ensaio é maravilhoso e vocês precisam também conhecer as histórias dela e do marido, Kaveira. São atrações de Belém. Vale a pena.

Olhe aqui, Mr. Buster

Olhe aqui, Mr. Buster:
Está muito certo que o Sr. tenha um apartamento em Park Avenue e uma casa em Beverly Hills. Está muito certo que em seu apartamento de Park Avenue o Sr. tenha um caco de friso do Partenon,
E no quintal de sua casa em Hollywood um poço de petróleo trabalhando de dia para lhe dar dinheiro e de noite para lhe dar insônia
Está muito certo que em ambas as residências o Sr. tenha geladeiras gigantescas capazes de conservar o seu preconceito racial por muitos anos a vir,
E vacuum-cleaners com mais chupo que um beijo de Marilyn Monroe,
E máquinas de lavar capazes de apagar a mancha de seu desgosto de ter posto tanto dinheiro em vão na guerra daCoréia.
Está certo que em sua mesa as torradas saltem nervosamente de torradeiras automáticas e suas portas se abram com célula fotelétrica.
Está muito certo que o Sr. tenha cinema em casa para os meninos verem filmes de mocinho
Isto sem falar nos quatro aparelhos de televisão e na fabulosa hi-fi com alto-falantes espalhados por todos os andares, inclusive nos banheiros.
Está muito certo que a Sra. Buster seja citada uma vez por mês por Elsa Maxwell e tenha dois psiquiatras: um em Nova York, outro em Los Angeles, para as duas "estações" do ano.
Está tudo muito certo, Mr. Buster – o Sr. ainda acabará governador do seu Estado e sem dúvida Presidente de muitas companhias de petróleo, aço e consciências enlatadas.
Mas me diga uma coisa, Mr. Buster, me diga sinceramente uma coisa, Mr. Buster:
O Sr. sabe lá o que é um choro de Pixinguinha?
O Sr. sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal?
O Sr. sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?

Vinicius de Moraes

Não dá para esquecer.

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Doze dias depois de perder a democracia sob a treva de uma ditadura sanguinária, o Chile perdeu Pablo Neruda, uma de suas vozes mais sábias e uma de suas almas gentis. Levou-o o câncer que lhe roía os ossos, mas, antes dele, a tristeza por ver o seu povo enxovalhado. Era setembro de 1973 numa Santiago gelada, onde se esgueirava pelas ruas policiadas um dos olhares mais atentos do jornalismo brasileiro: o premiado fotógrafo Evandro Teixeira e sua inseparável Leica.
Do Estádio Nacional, masmorra de milhares de chilenos, ao fumegante palácio La Moneda, túmulo da liberdade, e ao necrotério da capital, Evandro tornou-se um dos poucos fotógrafos do mundo a documentar os horrores que marcaram a ditadura chilena já em seus primeiros passos. Não era suficiente, porém, e Evandro embrenhou-se por aqueles corredores de morte até registrar com sua câmera o que, nas ruas, só se cochichava como boato: Neruda estava morto. Dessa forma, tornou-se o único fotógrafo em todo o mundo a acompanhar todas as estações do calvário a que os militares submeteram a família do grande poeta.
Quando a família chegou em casa, tendo vindo do necrotério com o corpo, encontrou-a destruída, o jardim revolto e enlameado – o caixão teve ser carregado sobre pranchas. Em seguida, as imagens mostram o cortejo que levou Neruda ao cemitério: inicialmente pequeno, acompanhado por um cão solitário, ele vai crescendo até tornar-se a multidão que o carregou ao túmulo como um vencedor.
Esse trabalho monumental de Evandro Teixeira, do qual NoMínimo tirou o presente ensaio, está imortalizado no livro “Vou viver”, edição patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O livro foi dado de presente ao presidente do Chile, Ricardo Lagos, que visitou a cidade em novembro.
Fonte: nominimo.com.br - Xico Vargas

12 de maio de 2005

Ode ao velho Mestre Jaguar

CRÔNICA

Gastrô Belô

Em vez de ficar no Rio jogando biriba com outros velhinhos na Praça da Cruz Vermelha, onde nasci há 73 anos e lá vai pedrada, aceitei sem pensar duas vezes o convite para ir a Belo Horizonte, participar do júri de Comida di Buteco. Isso foi no sábado passado. É a cidade do mundo que tem mais botecos. Ouvi falar em 8 mil, mas acho exagero e – pra nós, cariocas – motivo de inveja atroz.
Enquanto no Rio as frotas de superbotecos, como os Belmontes e os Informais, vão tomando conta da cidade, os pés-sujos , principalmente na Zona Sul, estão indo a pique. O último a fechar foi o Cidade Invicta, quase na esquina da Visconde de Pirajá e Teixeira de Melo. Há mais de 40 anos eu dava uma meia trava ali para tomar chá de urubu com o retrato falado (Underberg com cafezinho), conforme diz a malandragem. Pois é, perdeu a invencibilidade; no seu lugar inauguraram, porca miséria, uma doceria.

Ambulância leva os jurados para ronda

“Bem – explicou Eulália Araújo, coordenadora do Comida di Buteco quando perguntei o que eu teria que fazer, enquanto jurado – o ônibus vai te apanhar no hotel e visitaremos 10 dos 31 bares escolhidos para concorrer”. “Hum – ponderei – em vez de ônibus não seria melhor uma ambulância?” E não é que descolaram uma? Dois atores faziam palhaçadas fingindo de enfermeiros.
Parte do percurso entre os bares fiz deitado na ambulância. Achei o máximo. A cerveja oficial foi Bohemia, que conheci quando ela era menina-moça. Só tinha no D´Ângelo,em Petrópolis. Nós, jurados, tínhamos que dar notas para a cerveja mais gelada, melhor atendimento e higiene. Mas o grande diferencial era a gastronomia de boteco, cada tira-gosto melhor e mais criativo que o outro. Cada boteco se esmera em criar novidades. Só de mau vou dar a pala de alguns dos acepipes. No Mr. Golo , lambuzei-me com o Swing de Boteco (mistura de carnes desfiadas: boi, porco, lingüiça e bacon com torrada). No Amigos e Antigos foi o Du Cará: (o peixe cará recheado, anéis de cebola e filé com molho de uva). No Aconchego da Floresta a pedida é pé no rabo (pé de porco com rabada). No Curin – que não concorreu – o omelete de macarrão foi demais. Agora chega, né, , que é covardia. Como diria a Kelly Key, baba, baby, baba. Pra não ficar só nos elogios, um reparo. Tirei um ponto de cada boteco que, em vez das cadeiras e mesinhas de madeira, preferia aquele horrendo mobiliário de plástico, com propaganda de cervejas. Em quiosque ainda vá lá, mas em bar, nunca!
A Saideira do festival vai ter ilustres convivas: a Toca do Chopp, de Brasília, o Bar dos Cornos, de São Paulo e o Bar do Chico, de Divinópolis, entre outros. Tô nessa!

Jaguar, Cartunista, humorista e boêmio, escreve às quartas no jornal O Dia

9 de maio de 2005

Belém Tem Disso

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O Prestação, figura corriqueira no subúrbio, é uma opção para quem não tem cartão de crédito nem pode fazer crediário.


Ilustração - Sérgio Bastos (17/04/2005)
Sérgio Bastos é carioca e vive em Belém desde a infância. Além de artista plástico, é publicitário e jornalista, tendo trabalhado 8 anos em O LIBERAL. Começou a pintar apenas em 2002, aos 45 anos. No ano seguinte, fez a sua primeira exposição individual, onde o tema eram as placas de propaganda popular. Ainda em 2003, expôs pinturas e desenhos tendo o açaí como tema, e participou ainda de duas exposições coletivas. Ilustrou também dois livros infantis, Aranha para os mais Íntimos e A festa no espaço, de Linda Ribeito. Tem obras no acervo da Elf Galeria, galeria de arte do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, galeria do Laboratorio Beneficiente de Belém e Ordem dos Advogados do Pará. Atualmente é Diretor de Arte na Griffo Comunicação. A coluna Belém Tem Disso é publicada aos domingos em O LIBERAL.

7 de maio de 2005

Parabéns a todas as Mães!

Lembrando com saudades de Anaide, que está ao lado de Deus.

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?
E Deus disse: Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.
Criança: Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?
Deus: Seu anjo cantará e sorrirá para você... a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.
Criança: Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
Deus: Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.
Criança: E o que farei quando eu quiser Te falar?
Deus: Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.
Criança: Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?
Deus: Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.
Criança: Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.
Deus: Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.
Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas.
A criança apressada, pediu suavemente: Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu: Você chamará seu anjo... MÃE!
Autor desconhecido

6 de maio de 2005

Ainda sobre a Enciclopédia...

Gol de Letra

Nílton Santos, 80 anos

Nílton Santos — a Enciclopédia do Futebol Brasileiro — completará 80 anos na terça-feira, dia 16. Tive a sorte de acompanhar, pelo menos no Brasil, grande parte da carreira dele. Para mim, apesar da presença de seu querido compadre Mané Garrincha, Nílton Santos é o melhor jogador da história do Botafogo, que completará 101 anos em agosto. Ele fez 729 jogos pelo Glorioso e 82 pela Seleção Brasileira, a partir de 1948 e 1949, respectivamente. Dele tenho algumas recordações pessoais, um livro com dedicatória e uma viagem a São Paulo na qual ele me contou várias histórias, apesar de seu terror de avião. Ah, me esqueci: o lateral-esquerdo de meu intocável time de botões, que montei em 1952, chama-se Nílton Santos. E tive ainda o privilégio de assistir à sua última partida no Maracanã, onde o Botafogo derrotou o Flamengo por 1 a 0, gol de Roberto Miranda, de cabeça.
Pelo Botafogo são incontáveis as lembranças de que tenho dele. Quem viu, viu, quem não viu jamais verá outro igual. Pela Seleção Brasileira, dele guardo três momentos históricos: sua expulsão de campo contra a Hungria, na Copa do Mundo de 1954 (brigou com Boszik); seu gol diante da Áustria no Mundial de 1958, na Suécia, após tabela com Mazzola; e sua malandragem (dando um passo para fora da área) no pênalti que cometeu sobre o ponteiro espanhol Collar, na Copa do Mundo de 1962, no Chile.

E só outro dia, conversando com outro de meus ídolos, Otávio Sérgio de Moraes, fiquei sabendo de seu apelido assim que começou no Botafogo: Caminhão. Não me perguntem a razão porque não sei. Otávio me revelou que era pelo jeitão dele, correndo com a bola. Por fim, uma história curiosa: Carlito Rocha morreu brigado com ele, Nílton Santos, que me explicou a razão:

— Seu Carlito queria que eu pedisse a ele para encerrar minha carreira...


Implicância com Heleno

Certa vez, numa crônica ou num programa de rádio, escalei Heleno (foto) como o melhor centroavante da história do Botafogo. Até admito que exagerei, porque tive apenas duas oportunidades de ver Heleno com a camisa alvinegra. Mas Nílton Santos não me aliviou. Na primeira oportunidade em que nos encontramos, ele me deu a maior bronca, dizendo que o melhor centroavante do Botafogo tinha sido Sílvio Pirillo. A rigor, Nílton Santos jogou apenas uma ou duas vezes com Heleno, no início da temporada de 1948, antes de Heleno se transferir para o Boca Juniors. Mas ocorre que nos primeiros treinos em General Severiano Nílton Santos, jogando pelos reservas, deu um drible de corpo em Heleno e por ele foi xingado. Por pouco os dois não se atracaram. Aceitei a crítica, principalmente vinda de quem veio. Nílton Santos tem sempre razão...

Esta coluna é publicada às terças e sextas-feiras no Jornal dos Sports.
robertoporto@jsports.com.br

5 de maio de 2005

4 de maio de 2005

Pé-Sujo

O Ver-o-Peso é aqui
ANDIROBA, COPAÍBA, cupuaçu, juruá. Tucupi, tambaqui, surubim, tucunaré. E tacacá. Parece até um poema tropicalista. Mas as sonoras palavras, caro leitor, fazem parte do vasto cardápio do Arataca, um boteco-armazém carioca que explora como ninguém as riquezas vocabulares, gastronômicas e culturais do Norte do Brasil, aquela região onde os cheiros indígenas e os sabores portugueses parecem falar a mesma língua desde os tempos da colonização.
A pequena casa especializada em produtos paraenses — que tem uma irmã mais nova na Cobal do Leblon — funciona há mais de 40 anos em Copacabana. Apesar da dedicação nortista, o lugar é um instantâneo do Brasil: afinal, é o mineiro Acir quem comanda com destreza uma equipe de simpáticas garçonetes cearenses, especializadas em agradar clientes de todas as naturalidades do país.
No balcão de bancos sem encosto, as moças servem para todo tipo de freguês. Do paraense saudoso do pato no tucupi (R$ 28) ao carioca curioso pelo pirarucu seco, também conhecido como bacalhau brasileiro, lá vendido em deliciosos bolinhos (R$ 12, a porção), iguaria que rivaliza com a famosa casquinha de caranguejo (R$ 7) da casa.
Mais que um bom boteco, o Arataca é um oásis para fãs da cultura amazônica. Gente que não vive sem uma vela de andiroba para espantar os mosquitos no verão. Que sabe como o óleo de copaíba é santo remédio para inflamações. E que só usa os sabonetes Juruá, aqueles feitos com banha de tartaruga. Está tudo lá, em prateleiras improvisadas mas que fazem do lugar uma legítima filial do mercado Ver-o-Peso, de Belém.
Arataca: Rua Domigos Ferreira 41, Copacabana —- 2548-6624. Diariamente, das 9h às 22h.

Juarez Becoza
Publicada no Caderno Rio Show de O Globo, 29/04/2005.